Jair Bolsonaro já repreendeu apoiador que fez gesto como o de assessor internacional

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O presidente Jair Bolsonaro não se pronunicou sobre um gesto considerado obsceno ou associado a supremacistas brancos feito pelo seu assessor internacional, Filipe Martins, durante uma sessão no Senado na tarde desta quarta-feira. Há um ano, porém, o presidente repreeendeu um apoiador que fez movimento parecido com as mãos ao posar para tirar uma foto na saída do Palácio da Alvorada.

A cena registrada em vídeo em fevereiro de 2020 tem sido novamente compartilhada por internautas nas redes sociais após a repercussão do caso envolvenvo Martins. Na ocasião, após ver o gesto do apoiador, o presidente diz: "Esse gesto aí… Se não foi um gesto bacana, pega mal pra mim". Em seguida, um dos seguranças de Bolsonaro pede que a foto seja apagada.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), determinou uma investigação interna sobre o caso. Depois das imagens circularem nas redes, Martins afirmou, em postagem no Twitter que estava apenas ajustando o microfone lapela que estava em seu terno.

"Um aviso aos palhaços que desejam emplacar a tese de que eu, um judeu, sou simpático ao 'supremacismo branco' porque em suas mentes doentias enxergaram um gesto autoritário numa imagem que me mostra ajeitando a lapela do meu terno: serão processados e responsabilizados; um a um", escreveu.

O Museu do Holocausto em Curitiba se manifestou nas redes sociais com uma nota de repúdio. A insituição ressaltou que o que Martins mostrou com a mão foi classificado pela Liga Antidifamação (ADL), principal entidade de combate ao antissemitismo dos Estados Unidos, como forma de identificação entre extremistas.

"É estarrecedor que não haja uma semana que o Museu do Holocausto de Curitiba não tenha que denunciar, reprovar ou repudiar um discurso antissemita, um símbolo nazista ou ato supremacista. No Brasil, em pleno 2021. São atos que ultrapassam qualquer limite de liberdade de expressão", postou a organização no início de uma série de publicações no Twitter.