Bolsonaro convida membros do STF que decidem não encontrá-lo até admissão de derrota

Após derrotas nas urnas, Bolsonaro ainda não se manifestou publicamente - Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo
Após derrotas nas urnas, Bolsonaro ainda não se manifestou publicamente - Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram convidados a se reunir com o presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno, mas decidiram não encontrá-lo até que o mandatário reconheça publicamente o resultado da eleição. A conversa ocorreria no Palácio da Alvorada. Não houve nenhuma confirmação de presença.

Nesta terça-feira (1º), os magistrados vão se reunir para encontrar uma posição conjunta sobre a situação. Segundo informações da colunista Carolina Brígido, do portal UOL, há nos bastidores uma preocupação com a falta de manifestação do governante, que ainda não se manifestou sobre a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas, no último domingo (30).

Antes da campanha de 2018 e após eleito, Bolsonaro se dedicou a criar suspeitas contra o sistema eleitoral brasileiro, urnas eletrônicas, além de descredibilizar os ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), especialmente Alexandre de Moraes, relator de processos envolvendo familiares do governante.

Na noite de domingo, manifestantes bolsonaristas, inconformados com a vitória petista, começaram a ocupar rodovias do País, o que tem preocupado as Cortes. O mandatário tampouco se pronunciou sobre essa situação.

Por parte do governo, havia expectativa de que, após reunir-se com os magistrados, Bolsonaro fizesse o discurso de reconhecimento da derrota. Segundo informações da colunista, desde domingo, ele tem feito reuniões com auxiliares para organizar o pronunciamento. Também do portal UOL, a colunista Thais Oyama apurou que a fala do presidente em exercício deverá ter tom vitimista e indicação de que ele não deixará a vida pública, como havia prometido.

Bolsonaro deverá dizer que perdeu por conta de um complô da mídia e do Judiciário que não não teriam garantido a ele as mesmas condições concedidas a Lula. Além disso, vai indicar permanência no PL e que liderança de uma oposição ao novo governo.