Bolsonaro chama de “covardia” apreensão contra Sérgio Moro

Mesmo após 'divórcio' conturbado, Bolsonaro criticou ação contra ex-juiz Sergio Moro - Foto: REUTERS/Adriano Machado
Mesmo após 'divórcio' conturbado, Bolsonaro criticou ação contra ex-juiz Sergio Moro - Foto: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu nesta terça-feira (6) o ex-ministro e aliado do governo dele Sergio Moro (União Brasil). No último fim de semana, o ex-juiz foi alvo de busca e apreensão a pedido da Justiça Eleitoral por uso de material irregular de campanha. Moro é atualmente candidato a uma vaga no Senado pelo Paraná.

O mandatário costuma criticar o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública após a saída dele do governo, em abril de 2020. Na época, Moro acusou o governante de tentar interferir no comando da Polícia Federal.

"Não tenho nada para defender Moro, tenho péssimas recordações enquanto ministro meu que poderia ter feito muita coisa, não fez, mas esse fato de ir na casa do Moro, até que fosse outro local até comitê, escritório político dele, é uma agressão. Por causa de tamanho de letra? Faz por escrito. Uma covardia que fizeram com ex-ministro Moro", disse o Bolsonaro em entrevista à Jovem Pan.

A medida contra Moro atendeu a pedido da Federação "Brasil da Esperança", formada por PT, PCdoB e PV no Paraná. A ordem de busca e apreensão ocorreu após entendimento da juíza auxiliar Melissa de Azevedo Olivas de que tanto Moro quanto Paulo Eduardo Martins (PL), também candidato ao Senado, estavam usando materiais impressos com violações à legislação eleitoral, além de redes sociais com propaganda irregular. Ambos apresentavam “desconformidade entre o tamanho da fonte do nome do candidato a senador relativamente a dos suplentes".

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Na entrevista, Bolsonaro se disse decepcionado com Moro que, segundo o governante, “tinha tudo para ser um ótimo político” e até se tornar vice do mandatário e, posteriormente , presidente da República.

"Sérgio Moro tinha tudo para ser um excelente político, trazia uma bagagem muito grande lá atrás da Lava Jato, tinha tudo, talvez ser meu vice, em 2026 candidato a presidente. Algo subiu a cabeça dele, as amizades, que ele cultivou ao longo desse tempo dele de ministro levou a isso, muito chegado ao Dória em São Paulo. Fiquei sabendo que ele era comum visitar o Dória em São Paulo, nunca reportou nada para mim, você não deve satisfação, não deve, mas por que não?", questionou o candidato.