Mesmo com alta nas mortes por Covid-19, Bolsonaro defende volta das aulas presenciais "em todos os níveis"

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Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo
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Mesmo após a ampla repercussão negativa gerada pela portaria do Ministério da Educação (MEC) que determina o retorno das aulas presenciais a partir do dia 4 de janeiro em universidades federais, Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu a medida controversa e novamente minimizou a letalidade do novo coronavírus, sem apresentar nenhum dado técnico.

“Estamos tentando a volta às aulas. Terminei [há pouco] uma conversa com o ministro da Educação [Milton Ribeiro], nós queremos voltar aula presencial em todos os níveis. Mas os reitores chegaram nele e [disseram] "não, queremos só começar em 2022", tá? Aí, no meu entender, não tem cabimento, até porque esse vírus aqui fica grave de acordo com a idade da pessoa e comorbidades”, afirmou o presidente na noite desta quarta-feira (02) a apoiadores.

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As aulas presenciais estão suspensas desde março deste ano devido à pandemia do novo coronavírus. A ação do MEC vem exatamente num período de nova alta dos casos e de mortes no país, fato muito ressaltado por reitores e alunos para se posicionarem contra a medida.

Além do ‘timing’, as instituições reclamam que foram pegas de supresa com a decisão e criticam a falta de debate. Na tarde desta quarta, de acordo com o Globo, o MEC já estava preparado para recuar e desistir da ideia polêmica. Contudo, a revogação oficial da portaria ainda não aconteceu.

Milton Ribeiro, em entrevista à CNN Brasil nesta quarta, disse ter se surpreendido com tamanha resistência da comunidade universitária.

"Quero abrir uma consulta pública para ouvir o mundo acadêmico. As escolas não estavam preparadas, faltava planejamento". Apesar de se mostrar a favor do controverso retorno às salas de aula, ele disse que o governo vai liberar o retorno somente quando as instituições estiverem confiantes.