Janaina Paschoal critica 'mentiras bolsonaristas' e diz ter sofrido ataques por divergir de Zambelli

*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 26.01.2020 - A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) antes do ato solene em memória das vítimas do holocausto, na sinagoga Etz Chaim, em São Paulo. (Foto: Greg Salibian/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 26.01.2020 - A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) antes do ato solene em memória das vítimas do holocausto, na sinagoga Etz Chaim, em São Paulo. (Foto: Greg Salibian/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A deputada estadual de São Paulo Janaina Paschoal (PRTB) voltou a criticar nesta segunda-feira (7) manifestações encabeçadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que contestam o resultado das eleições.

Derrotada na disputa pelo Senado e crítica dos bloqueios ocorridos nas estradas após o segundo turno, ela diz ter sido alvo de "mentiras bolsonaristas" no pleito deste ano e também de "todo tipo de ataque" por divergir de convocações para manifestações feitas pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), ainda em 2019.

"Bolsonaro estava no governo havia menos de quatro meses e Carla Zambelli já estava chamando manifestações, para 'defender nosso presidente'. Lembro de implorar para que não fizesse isso, pois quem está no governo governa, protestos são típicos da oposição", escreveu Janaina nas redes sociais.

"Ousei divergir publicamente. Fui alvo de todo tipo de ataque", continuou.

Sem citar nomes, Janaina chama a atenção para o que ocorreu na véspera das eleições. Na ocasião, Zambelli entrou armada em um bar em São Paulo e perseguiu um homem negro junto com seus seguranças.

"Quando a burrice é demais, acreditem, não é burrice! Vou seguir observando atenta", afirmou Janaina. Segundo a deputada, ações como essas teriam como objetivo afastar Bolsonaro de "direitistas de verdade" e aproximá-lo de apoiadores mais radicais.

A deputada da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) ainda recordou sua derrota nas urnas em outubro deste ano, quando totalizou apenas 2% dos votos. "Coloquei meu nome à disposição, mas, graças às mentiras bolsonarista, São Paulo me deu cartão vermelho", disse Janaina.

A cadeira do estado paulista será ocupada pelo ex-astronauta e ex-ministro Marcos Pontes (PL), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro desde o início da disputa.

No último sábado (5), a autora do pedido que levou ao impeachment de Dilma Rousseff (PT) também afirmou que seu nome chegou a ser associado por bolsonaristas ao deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ), posicionado à esquerda do espectro político.

"Foi o bolsonarismo que, para acabar com minha candidatura, inventou que eu estaria apoiando Freixo para o Governo do Rio de Janeiro. Essa e outras mentiras foram compartilhadas em todos os grupos, onde eu fui chamada de petista e psolista", escreveu.