Janaina Paschoal recusa espaço em horário de Márcio França na TV

***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL, 27-02-2019 -  A deputada estadual Janaina Paschoal (PRTB), candidata ao Senado por SP. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL, 27-02-2019 - A deputada estadual Janaina Paschoal (PRTB), candidata ao Senado por SP. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A deputada estadual Janaína Paschoal (PRTB) decidiu recusar a proposta de participar do horário eleitoral de Márcio França (PSB) na televisão. O ex-governador é seu concorrente na disputa por uma vaga no Senado por São Paulo.

Como mostrou o Painel, a campanha de França entende que seria possível que ela falasse na parcela do horário dedicada a apoiadores, desde que ela se identificasse de alguma forma como aliada dele. Em suas redes sociais, ela disse entender o recurso como ilegal.

"Eu agradeço o fato de o ex-governador Márcio França ter oferecido ceder seu tempo de TV para mim. No entanto, respeitosamente, entendo que a legislação eleitoral não permite, na medida em que eu não sou uma apoiadora, mas sim uma opositora", escreveu a parlamentar.

Com a oferta, França pretendia enfraquecer a candidatura do ex-ministro bolsonarista Marcos Pontes (PL), o outro candidato da direita que disputa a vaga do estado no Senado.

"Janaína pensa totalmente diferente de mim, mas está entre os principais candidatos, e a lei eleitoral não permite que ela fale", disse o pessebista à coluna. "Ela tem muitos votos e ajuda a dividir o lado deles."

O partido de Janaína perdeu direito a participar do horário eleitoral porque seu desempenho nas últimas eleições foi insuficiente para superar barreiras impostas pela legislação eleitoral a partidos nanicos.

França tem 1 minuto e 9 segundos de tempo no programa eleitoral, que vai ao ar três vezes por semana.

França faz parte da coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera a corrida presidencial, e Fernando Haddad (PT), que concorre ao governo de São Paulo. Janaína foi uma das autoras do pedido de impeachment que levou à deposição da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016.