Janja comandará preparação da posse de Lula, e PT escala quatro nomes para coordenar transição; saiba quais são

A equipe de transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá ser dividida em quatro coordenações principais, que irão se reportar ao coordenador-geral, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB). Uma delas ficará com Rosângela Silva, a Janja, mulher Lula, que comandará o grupo responsável pela cerimônia e a festa de posse do petista, no dia 1º de janeiro. A futura primeira-dama ganhará, incluisive, uma sala no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), próxima à sala do marido. A socióloga, contudo, não será remunerada pela função.

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Além desta, serão outras três coordenações principais: Administrativa e Jurídica, que será comandada pelo ex-deputado Floriano Pesaro (PSB), homem de confiança de Alckmin, e integrantes da liderança do PT na Câmara e no Senado; Relações Institucionais, comandada pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann; e Programa de Governo e Núcleos Temáticos, que ficará com Aloizio Mercadante.

Todas estas coordenações terão salas reservadas que ficarão no mesmo andar de onde despacharão Lula e Alckmin. Os espaços já estão preparados para receber o presidente e vice eleitos, com mobília e equipamentos de informática. Terão banheiro privativo, ficarão lado a lado e terão uma porta de acesso entre elas. Lula estará em Brasília nesta semana e há expectativa de que ele visite as instalações do CCBB.

O acesso ao perímetro dessas salas será restrito durante a transição. A equipe de Lula tem preocupação especial com segurança. No andar onde ficarão as salas do presidente eleito, do vice eleito e dos quatro coordenadores, só circularão pessoas da absoluta confiança do núcleo petista, incluindo policiais federais, funcionários de limpeza, copa e secretariado, para evitar o acesso de estranhos ao local.

A transição contará com pelo menos 28 grupos temáticos divido por áreas como saúde, meio ambiente, cultura, segurança pública, educação e direitos humanos, chefiadas por Mercadante — coordenador do plano de governo de Lula.

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O total de áreas poderá chegar a 32 — número de ministérios que Lula deverá ter Esplanada. Cada núcleo temático ficará em uma sala pequena, terá uma coordenação coletiva, para evitar especulações de indicações de ministeriáveis, e uma secretaria executiva.

Nesta segunda-feira, o deputado federal eleito Guilherme Boulos (PSOL) anunciou que irá participar da equipe na área de Cidades e Habitação, um dos grupos temáticos. Ele afirmou que ele e o presidente da legenda, Juliano Medeiros, farão parte da equipe.

Embora o núcleo mais próximo de Lula se empenhe para afastar as especulações de nomes do primeiro escalão — na semana passada Gleisi afirmou que ser coordenação de grupo temático não significava indicação para chefiar ministério — petistas admitem que as disputas por espaço no novo governo ocorrerão dentro desses grupos.

O presidente eleito tem direito a indicar 50 nomes de transição — a lista está em fase de finalização. A expectativa, no entanto, é de que pelo menos 200 profissionais, entre técnicos cedidos e voluntários trabalhem no CCBB até a posse de Lula.