Janja ignora críticas e aponta machismo em resistência a ela no entorno de Lula

Rosangela
Rosangela "Janja" da Silva, esposa do presidente Lula em evento da equipe de transição, em novembro de 2022, no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília (Foto: AFP)

Futura primeira-dama do Brasil, Rosângela da Silva, a Janja, não duvida que a resistência de parte do entorno do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva a ela passa por ciúmes e machismo. À frente de articulações para levar apoio à campanha do petista, ela disse em entrevista ao Fantástico que está ao lado de Lula para somar.

"Houve machismo porque talvez a figura do Lula por si só se bastasse e agora tem uma mulher do lado dele, não que complemente, mas que soma com ele algumas coisas", ressaltou.

Na mesma fala, a socióloga avaliou que esse incômodo está ligado ao fato de ela ser uma pessoa ativa. "Hoje acho importante que quem olhe para ele também me veja. Isso não acontecia antes. Só se olhava para ele. Hoje, ele tem um complemento, uma soma, que sou eu. Não é porque eu estou do lado dele. É porque eu sou essa pessoa propositiva, que não fica sentada, que vai e faz”.

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Além disso, Janja destacou que não se importa com as críticas, ligando somente para o que o marido pensa.

Questionada sobre uma possível articulação política, durante a campanha, entre Lula e a senadora Simone Tebet (MDB), ela diz não ter planejado. Tebet disputou a eleição presidencial e ficou em terceiro lugar no primeiro turno.

"Não tenho papel de articulação política. Pode até ter acontecido, mas não foi uma coisa planejada", afirmou.

Críticas de Eliane Cantanhêde

Na última sexta-feira (11) Janja, foi alvo de críticas por parte da jornalista Eliane Cantanhêde, do canal GloboNews, que disse existir um "incômodo com o excesso de espaço" da socióloga nos eventos da transição de governo.

"Ela já começou a participar da reunião, já vai dar palpite e daqui a pouco ela vai dizer quem pode ser ministro. Isso dá confusão. Se é assim na transição, imagina quando virar primeira-dama", opinou a jornalista.

A fala gerou polêmica e comentários apontando machismo, o que foi negado pela jornalista.