Janones diz em entrevista que Lula não pediu para ele desistir de candidatura

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SÃO PAULO — O deputado federal André Janones (Avante-MG) afirmou ontem que vê sua candidatura à Presidência como oportunidade de se contrapor à propagação de fake news “usadas para atacar a democracia”, que relacionou ao presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar, eleito na esteira dos protestos de caminhoneiros em 2018, ganhou notoriedade por sua popularidade nas mídias sociais, onde bateu recordes de alcance entre políticos. Ele admitiu que é “muito improvável” uma vitória sua na corrida ao Planalto, mas afirmou ver sua candidatura, entre outras coisas, como uma missão para se opor à desinformação na internet.

— Quando produzo qualquer conteúdo para as redes tenho exata noção das palavras que proferi ali — declarou , durante sabatina no programa Central das Eleições, da GloboNews. — Tenho essa responsabilidade, até pela voz que tenho nas redes, de me opor a essas fake news, e aos ataques à democracia.

Janones contou ter se encontrado com Lula há 15 dias, quando sua candidatura ainda não havia sido oficializada, mas que, na ocasião, não recebeu pedido para se retirar da disputa e apoiar o petista. Ele afirmou que o ex-presidente não teria “moral” de pedir que ele renunciasse à candidatura, e que o timing para isso já passou.

Durante a entrevista, Janones criticou a gestão da pandemia de Covid-19 por Jair Bolsonaro. Ele afirmou que o presidente atrapalhou as estratégias de contenção da doença no país com suas declarações e incentivou descumprimento de medidas sanitárias.

Janones disse ainda que, se eleito presidente, seus principais objetivos serão diminuir a desigualdade social e erradicar a fome.

Perguntado sobre os caminhos para a educação no país, Janones defendeu que a maior parte dos investimentos deve ser concentrada na Educação Básica, com implantação do ensino integral e a melhoria da estrutura física das escolas. O presidenciável do Avante também defendeu a integração do ensino tradicional com novas tecnologias e redes sociais.

—Fora (dos colégios), se tem acesso a todas as tecnologias, redes sociais. A escola (ao contrário) acaba se tornando uma ilha — diz.

Perguntado sobre como resolveria a fome no país, o deputado respondeu que o primeiro passo é uma ampla reforma tributária que diminuiria a desigualdade social. E defendeu a criação de um programa de transferência de renda como medida emergencial.

Janones, que é evangélico, também destacou a a importância do Estado laico, afirmando considerar perigoso “misturar religião com política”:

— Sou evangélico, não nego minha fé, mas esse homem que crê em Cristo é André Janones. O deputado não tem bandeira religiosa, assim como o candidato à Presidência não deve ter.

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