Janot e outros 9 procuradores da República tiveram os celulares hackeados

Brazil's  Prosecutor General Rodrigo Janot takes part in the opening of the Brazil-Japan Seminar on Fighting Corruption, in Brasilia, on June 19, 2017.  The opening of an investigation by Rodrigo Janot came close to bringing President Michel Temer down three weeks ago, but the conservative president has since dug in and defied Janot in dramatic fashion by ignoring a deadline to supply a written deposition. / AFP PHOTO / EVARISTO SA        (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)
Ao se aposentar, Janot contou pelo Twitter que seu celular foi clonado ou hackeado. (Foto: Evaristo Sá/AFP/Getty Images)

Nas últimas duas semanas, pelo menos, 10 procuradores do MPF (Ministério Público Federal) tiveram seus aparelhos celulares invadidos, além do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que foi hackeado às vésperas de sua aposentadoria.

As informações são da Revista Época.

De acordo com a publicação, as vítimas são próximas de Janot, como o procurador regional Danilo Dias e o subprocurador Nicolao Dino – que foi seu vice-PGR (Procuradoria Geral da República).

Outra vítima foi o procurador Márcio Barra Lima, da força-tarefa da operação Greenfield.

Ao se aposentar, Janot contou pelo Twitter que seu celular foi clonado ou hackeado. E detalhou: “Amigos. Meu telefone foi clonado ou hackeado. Hacker muito proativo. Já tentou acessar minha conta Apple, Telegram, conta bancária e por aí vai. Tem muito interesse em meus bancos de informação. Vamos enfrentar! Tenho algumas desconfianças”.

O ex-procurador ficou à frente do órgão por dois mandatos, de 2013 a 2017.

A Secretaria de Tecnologia da PGR é a responsável pela investigação.

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