Janot pede licença à OAB e fica impedido de advogar

MÔNICA BERGAMO
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 08.10.2019: Ex-procurador-geral Rodrigo Janot lança seu livro em Brasília (DF). (Foto: Mateus Bonomi/Agif/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu licença da OAB-DF. Com isso, ele fica impedido de advogar.

A entidade estudava suspender a carteira dele por pelo menos seis meses, depois que Janot revelou ter planejado assassinar o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Duas representações contra ele já tramitavam no conselho da ordem.

Em uma delas, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) dizia que o ex-procurador-geral provoca "asco" e deveria ser impedido de exercer a advocacia. Num adendo, o parlamentar pediu que ele passasse por exame psiquiátrico e toxicológico.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (PMDB-DF), também apresentou requerimento defendendo que Janot fosse suspenso.

No documento enviado à OAB, Janot afirma que foi informado das duas representações e que preferia ficar afastado até que elas fossem julgadas. Disse que, com isso, buscava evitar constrangimentos para a entidade.