Japão adota orçamento anticrise de 240 bilhões de dólares

Homem usando máscara facial caminha ao longo de um túnel na área de Ginza, em Tóquio, em 17 de abril de 2020

O Parlamento japonês aprovou nesta quinta-feira um orçamento extraordinário de 25,7 trilhões de ienes (240 bilhões de dólares) para financiar as medidas destinadas a limitar o impacto econômico do coronavírus, incluindo um subsídio de emergência para cada residente.

Esse orçamento teve que ser revisado no último minuto devido à virada do governo, que decidiu oferecer ajuda de 100.000 ienes (cerca de US$ 93) a cada residente no Japão.

Inicialmente, o governo planejava pagar 300.000 ienes apenas às famílias que pudessem demonstrar que sua renda havia caído abaixo de um certo limite devido à pandemia.

No entanto, essas condições restritivas provocariam demora, enquanto a força da crise econômica exige medidas de emergência.

O custo total dessas alocações individuais foi calculado em US$ 121 bilhões, ou metade do orçamento extraordinário aprovado nesta quinta-feira.

Esse orçamento também será usado para financiar outras medidas de apoio à economia japonesa, cujo Produto Interno Bruto (PIB) deverá cair 5,2% este ano, sua maior contração desde 2009, segundo o Fundo Monetário Internacional.

Essas medidas fazem parte de um plano recorde de ajuda anunciado no início de abril pelo governo no valor de mais de um trilhão de dólares.

Além de ajudar as famílias, o plano também visa proteger empregos, evitar falências de pequenas e médias empresas, apoiar a indústria e certos setores de atividade especialmente afetados pela crise, como o turismo, privado dos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para 2021.

De acordo com o último balanço oficial, o Japão contabiliza 14.000 casos de coronavírus e 415 mortes desde o início da pandemia. No entanto, os casos locais aumentaram consideravelmente a partir do final de março, levando o governo a declarar estado de emergência no início de abril.

Esse mecanismo permite que os governadores regionais recomendem que os residentes permaneçam em suas casas o máximo possível.

O estado de emergência afetou inicialmente sete regiões e se estendeu a todo o arquipélago até 6 de maio. Segundo a mídia local, sua duração deve ser estendida.