Japão e Índia buscam liberação de reservas de petróleo após pedido dos EUA, dizem fontes

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Terminal petrolífero

Por Ritsuko Shimizu e Yoshifumi Takemoto e Aaron Sheldrick

TÓQUIO (Reuters) - Autoridades japonesas e indianas estão trabalhando em maneiras de liberar de reservas nacionais de petróleo em conjunto com os Estados Unidos e outras grandes economias para reduzir os preços, disseram à Reuters sete fontes do governo com conhecimento dos planos.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu à China, Índia, Coreia do Sul e Japão uma liberação coordenada de reservas de petróleo, à medida que os preços da gasolina dos EUA sobem e os índices de aprovação de Biden despencam antes das eleições legislativas do próximo ano.

O pedido veio depois que o governo dos EUA não conseguiu persuadir a Opep+ a bombear mais petróleo, com grandes produtores argumentando que o mundo não tinha falta de petróleo.

O primeiro-ministro Fumio Kishida sinalizou no fim de semana que está pronto para liberar as reservas.

Três fontes do governo indiano disseram nesta segunda-feira que estavam mantendo consultas com os Estados Unidos sobre a liberação de petróleo de reservas estratégicas.

O Japão, o quarto maior comprador de petróleo do mundo, tem restrições sobre como pode agir com suas reservas --compostas por estoques privados e públicos-- que normalmente só podem ser usadas em tempos de escassez.

Uma fonte japonesa disse que o governo está planejando liberar parte dos estoques controlados pelo Estado fora do valor mínimo exigido como uma solução legal.

Autoridades japonesas também estão analisando os estoques privados que fazem parte da reserva nacional, os quais alguns assessores argumentam que podem ser liberados sem restrições, afirmou uma segunda fonte.

"Não temos escolha a não ser buscar algo", após um pedido dos Estados Unidos, disse uma terceira fonte à Reuters. Todas as fontes não quiseram ser identificadas porque o plano não foi divulgado.

O secretário-chefe de gabinete, Hirokazu Matsuno, disse nesta segunda-feira que nada foi decidido, enquanto Kishida afirmou no sábado que o governo estava considerando o que poderia fazer legalmente.

A reserva de petróleo do Japão era suficiente para 145 dias de consumo diário ao final de setembro, de acordo com dados oficiais, bem acima do mínimo de 90 dias exigido por lei.

As empresas privadas japonesas, incluindo refinarias, detêm cerca de 175 milhões de barris de petróleo e derivados como parte da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR), o suficiente para o consumo de cerca de 90 dias, de acordo com a agência estatal Jogmec, que administra o SPR e lida com as liberações.

As reservas das empresas petrolíferas do Japão foram exploradas durante a Guerra do Golfo de 1991 e após os desastres do terremoto e tsunami de 2011. A parcela do Estado na SPR nunca foi usada e o Japão tem um nível "absurdo" de estoque de petróleo em mãos, segundo Fereidun Fesharaki, presidente da Facts Global Energy.

A Índia detém cerca de 26,5 milhões de barris de petróleo como reserva estratégica.

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