Japão vai ampliar estado de emergência além de Tóquio, diz mídia

Eimi Yamamitsu e Tetsushi Kajimoto
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Primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, durante entrevista coletiva em Tóquio

Por Eimi Yamamitsu e Tetsushi Kajimoto

TÓQUIO (Reuters) - O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, disse em uma reunião do partido governista na terça-feira que vai declarar estado de emergência para as três prefeituras ocidentais de Osaka, Kyoto e Hyogo para conter a disseminação de Covid-19, segundo a agência de notícias Kyodo.

Em resposta à pressão de Tóquio e de três prefeituras vizinhas no leste do Japão, Suga declarou na semana passada estado de emergência de um mês para aquela região até 7 de fevereiro.

Mas o número de casos de coronavírus também aumentou no oeste, o que levou Osaka, Kyoto e Hyogo a buscar o estado de emergência também. O governo está finalizando planos para fazê-lo na quarta-feira e também pode considerar acrescentar as prefeituras centrais de Aichi - onde fica a Toyota Motor Corp - e Gifu, informou a Kyodo, citando fontes do governo.

Adicionar essas cinco prefeituras significaria um estado de emergência para cerca de metade da população do Japão de 126 milhões de pessoas. O principal porta-voz do governo japonês, secretário-chefe de gabinete Katsunobu Kato, não confirmou a reportagem, dizendo apenas que o governo consideraria medidas para uma "resposta rápida" para a região de Osaka.

De acordo com a lei japonesa, o primeiro-ministro pode declarar estado de emergência, o que dá às autoridades locais a base legal para pedir aos moradores e empresas que restrinjam os movimentos e o trabalho.

Suga tem sido criticado pelo que muitos chamaram de uma resposta lenta, confusa e fragmentada à pandemia, à medida que as infecções chegam a níveis recordes.

(Reportagem de Eimi Yamamitsu, Tetsushi Kajimoto, Chris Gallagher, Leika Kihara e Chang-Ran Kim)