Jato gigante: Raro fenômeno meteorológico é fotografado em alta qualidade

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 É preciso equipamento apropriado para tirar a foto. Foto: Reprodução/Youtube Frankie Lucena
É preciso equipamento apropriado para tirar a foto. Foto: Reprodução/Youtube Frankie Lucena
  • Imagem foi feita em Porto Rico

  • O jato gigante é um tipo de Evento Luminoso Transiente

  • Boas fotos do fenômenos são difíceis de fazer

Um raro fenômeno meteorológico foi registrado em foto em Cabo Rojo, Porto Rico, no dia 20 de setembro. O fotógrafo Frankie Lucena conseguiu fotografar em alta qualidade um jato gigante (“gigantic jet”, no inglês) cortando e iluminando o céu.

Os jatos gigantes estão no grupo dos Eventos Luminosos Transientes, ou Transient Luminous Events (TLEs), no inglês.

“Os TLEs são fenômenos luminosos de curta duração (duram menos de 1 segundo) que ocorrem acima de nuvens de tempestade, e estão ligados à ocorrência de relâmpagos", explica Diego Rhamon, mestrando em meteorologia no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao portal G1. Rhamon já conseguiu filmar um desses jatos no Brasil.

Entre os TLEs, os jatos gigantes são os mais raros, de acordo com o especialista.

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"É o único [TLE] que liga diretamente o topo da nuvem à ionosfera [uma das camadas da atmosfera]. A parte inferior possui uma estrutura mais estreita, semelhante ao tronco de uma árvore, com coloração azul/roxa, que gradualmente se ramifica e se torna avermelhada nas proximidades da parte superior", descreveu.

Para o mestrando, a repercussão da foto de Lucena se deve à qualidade do registro, já que antes os jatos gigantes só haviam sido fotografados com baixa qualidade.

Para conseguir uma foto de um jato gigante, é preciso o equipamento adequado, incluindo uma câmera sensível à luz noturna. "Algumas câmeras de segurança, como as usadas na Bramon [Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros], conseguem registrar, mas também têm que ser usadas as lentes corretas nas câmeras", disse Rhamon.

Apesar da dificuldade de registro, o fenômeno é visível à olho nu, "mas é bem tênue, e é bom a pessoa estar em um local bem escuro", afirma o especialista.

Não se deve, alerta o mestrando, confundir os jatos gigantes com outro fenômeno, mais comum, os sprites.

"Os sprites são o tipo mais comum de TLE, e estão relacionados com a ocorrência de relâmpagos do tipo nuvem-solo, geralmente de polaridade positiva. Possuem coloração avermelhada, e geralmente são observadas diversas ramificações na sua estrutura. Eles podem ocorrer em altitudes que vão de 30 a 90-100 km [também na ionosfera]", esclarece Diego Rhamon.

Por causa dessa semelhança de cor, diz o pesquisador, "se a imagem não tiver uma definição muito clara, e também se tiver obstáculos encobrindo a parte inferior de um jato gigante (nuvens, montanhas, edificações), ele [o jato gigante] pode sim ser confundido com um sprite, já que a maior diferença na aparência dos dois está na parte inferior e central", avalia.

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