Jaú, em SP, usará plasma de curados de Covid-19 para tratar pacientes de risco

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Plasma bag with antibodies from people cured of SARS-COV-2 Covid-19 prepared in a hospital, conceptual image
Plasma bag with antibodies from people cured of SARS-COV-2 Covid-19 prepared in a hospital, conceptual image
  • Jaú (interior de SP) passará a usar plasma sanguíneo para o tratamento de pacientes com Covid-19

  • A parte líquida do sangue é doada por pessoas que já tiveram a doença e desenvolveram anticorpos

  • A rede experimental de transfusão é coordenada pelo instituto Butantan, fabricante da Coronavac

A Prefeitura de Jaú (interior de São Paulo) passará a integrar uma rede experimental de transfusão de plasma sanguíneo para tratamento de pacientes com coronavírus, coordenada pelo instituto Butantan, responsável pela Coronavac, primeira vacina contra a Covid-19 utilizada no país.

As cidades de Araraquara e Santos também compõem a rede de transfusão. Em Jaú, segundo reportagem do portal G1, o convênio deve ser assinado na próxima semana entre Prefeitura, Butantan, Secretaria de Estado da Saúde e Hospital Amaral Carvalho.

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O plasma (parte líquida do sangue) doado por pessoas que já tiveram Covid-19, que desenvolveram anticorpos contra o vírus, será usado para tratar pacientes com a doença que tenham maior risco de evoluir para um quadro grave, como idosos e pessoas com sistema imunológico comprometido.

Pacientes de Jaú que forem atendidos no hospital São Judas e que se enquadrarem nos requisitos poderão dar início ao tratamento com o plasma de pessoas curadas em até 72h após o início dos sintomas. O procedimento será voltado a idosos ou pessoas com comorbidades, como diabetes e obesidade.

"O plasma de uma pessoa que já foi infectada ou tomou vacina deve ter altas concentrações de anticorpos contra a Covid. Então, nós coletamos esse plasma, rico em anticorpos contra a Covid, e utilizamos em quem está doente para diminuir a carga viral, e isso faz com que a doença tenha um curso mais leve", explicou ao portal G1 o médico Marcos Mauad, hematologista responsável pelo Hemonúcleo Regional Jaú.

A Secretaria Municipal de Saúde fará uma triagem inicial e coleta de sangue dos positivados para detecção de tipagem sanguínea.

Posteriormente, o Hospital Amaral Carvalho irá destinar o plasma compatível para que seja iniciado o tratamento. A aplicação do plasma nos pacientes será feita por equipes da Secretaria de Saúde que passarão por treinamentos, que devem começar na próxima semana.

Para doar o plasma, é necessário ter tido confirmação de infecção prévia pelo coronavírus por meio de registros clínicos, respeitar o intervalo de pelo menos 30 dias após a recuperação total da Covid-19, seguir critérios de seleção padrão para a doação de sangue, ter boas condições de saúde no momento da doação, ter entre 16 e 69 anos e pesar no mínimo 50 quilos.

Homens são doadores preferenciais em função de um fenômeno raro em mulheres que já engravidaram (mesmo que tenham sofrido um aborto): a produção de anticorpos contra leucócitos.

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