Jazz embala as segundas-feiras em São Domingos, Niterói

Para aguçar a descoberta de jovens ouvidos exigentes e aquecer aqueles mais experientes que viveram as saudosas noites de jazz às segundas-feiras no São Dom Dom, em São Domingos, nos idos dos anos 2000, eis a boa nova: as sessões estão de volta! O baixista Mazinho Ventura começou há duas semanas uma série de apresentações, nas quais toca com convidados em shows intimistas. Nesta segunda, ele recebe o guitarrista Marcelo Nestler e o cantor Igor Carvalho, acompanhado de Marcelo Martins no sax e Pablo Diego na bateria. Dia 7, os convidados são Nêgananda e Sucata de Luxo.

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Com 50 anos de carreira, Mazinho tem um disco autoral lançado em 2004 e colaborações com artistas como Cristina Ventura, Antonio Carlos & Jocafi, Ivan Lins, Emílio Santiago, Beth Carvalho, Marcos Vale, João Donato e Roberto Menescal. Ele era habitué das sessões de jazz promovidas por Dino Rangel há mais de 15 anos no São Dom Dom. O amigo guitarrista morreu em 2019, e a volta de Mazinho a Niterói nos últimos meses o fez querer cultivar a lembrança com música.

— Eu estava sempre com o Dino naquela época. Depois, eu me mudei para Brasília, mas continuei em contato com amigos daqui. Voltei recentemente com essa ideia, e tinha que ser no São Dom Dom — conta o baixista, que não teve dificuldade na hora de escolher os convidados. — Niterói sempre foi um reduto de músicos e artistas em geral. Ouvia o Ivan Lins, quando trabalhava com ele, recomendar a artistas que estavam precisando de músicos: “Vai a Niterói”. E é uma verdade, aqui sempre teve muitos talentos.

Nos dias seguintes ao show, às terças, quartas e quintas-feiras, às 21h, Mazinho está oferecendo um workshop na Casa de Cultura (Rua Visconde de Moraes 251, Ingá). A primeira aula é dedicada a amantes da música em geral; a segunda, a músicos de instrumentos de cordas; e a terceira, à prática de tocar em grupo.

— A intenção dessa última aula é reunir pessoas que já tocam, mas não têm experiencia de tocar em conjunto. Vou passar noções de observação do outro, para ouvir melhor o outro, atuar em cima de sugestões que o outro dá quando toca e criar sugestões também, para que a música funcione como um diálogo — adianta.

Nas apresentações no São Dom Dom, o ingresso da mesa para quatro pessoas custa 200 e inclui degustações etílicas e gastronômicas. O convite individual para a mesa compartilhada é vendido a R$ 50 e também inclui aperitivos. Para curtir o show em pé, paga-se R$ 25.

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