Jean Wyllys chama Carlos Bolsonaro de 'bicha travada num armário' e faz acusações

REUTERS/Ueslei Marcelino

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ex-deputado referiu-se, sem citar nomes, a filho do presidente como ‘bicha travada’

  • Após acusações, compartilhou matéria contra Carlos Bolsonaro

O ex-deputado Jean Wyllys utilizou sua conta oficial no Twitter para desferir uma série de ataques a um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL), ao qual se referiu como “bicha travada num armário” (sic). Após as acusações, ele compartilhou link com referência ao vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ).

As acusações feitas por Wyllys têm como base justamente o link compartilhado ao final. Nele, matéria da revista Fórum aponta acusações contra Carlos Bolsonaro, apontado pela publicação como um dos responsáveis por promover uma rede de fake news contra o jornalista Glenn Greenwald, coautor da série de reportagens com áudios vazados atribuídos ao ministro Sergio Moro, da Justiça.

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“O filho do presidente teve todas as chances e meios de enfrentar a homofobia do pai e ser uma bicha como eu sou - orgulhosa de mim, inteligente, ativista e honrada, disposta a lutar por justiça social - mas optou por ser essa vergonhosa fábrica de fake news homofóbicas”, escreveu Jean para depois compartilhar a matéria.

Veja a sequência de tweets do ex-deputado:

Caso Moro: entenda quais são as mensagens atribuídas ao ministro

Série de matérias do site ‘The Intercept Brasil’ traz uma sequência de mensagens atribuídas ao ministro Sergio Moro. Na primeira leva, as mensagens faziam referência aos rumos da Lava Jato; na sequência, se referiram a ação da defesa do ex-presidente Lula como "showzinho".

As mensagens trocadas pelo Sergio Moro e Deltan Dallagnol, atual coordenador da força-tarefa, indicam que o ministro, na época juiz federal, conduziu as investigações da Lava Jato.

Moro sugeriu trocas de fases da Lava Jato e deu dicas informais a Dallagnol por mensagens do aplicativo Telegram. Os arquivos trazem históricos entre 2015 e 2017.

A Constituição de 1988 estipula que o juiz não pode ter vínculos com as partes do processo judicial. Com a parte acusadora, neste caso o MP, não deve haver troca de informações ou atuação fora das audiências.

A Lava Jato divulgou uma nota onde confirma ter sido hackeada. O comunicado, publicado na noite no domingo (9), explica que as mensagens trocadas pelo Sergio Moro e Deltan Dallagnol, atual coordenador da força-tarefa, publicadas pelo site Intercept, são frutos de uma atividade criminosa. O teor das conversas indica que o ministro, na época juiz federal, conduziu as investigações.