Jean Wyllys e Manuela D'Ávila diz que vão processar secretário de Bolsonaro por fake news

Wyllys e Manuela afirmaram que irão processar o novo secretário do Audiovisual (Foto: Horacio Villalobos/Corbis via Getty Images)

O ex-deputado federal Jean Wyllys e a ex-deputada federal Manuela D’Ávila afirmaram, nesta segunda-feira (3), que irão processar o novo secretário do Audiovisual do governo de Jair Bolsonaro, Edilásio Barra, por disseminar fake news nas redes sociais.

Barra, jornalista e apresentador de TV, compartilhou em sua conta do Instagram uma publicação afirmando que “Jean Wyllys e Manuela D'Ávila são os principais mandantes no crime contra Bolsonaro” e que por isso o ex-deputado renunciou ao cargo e deixou o Brasil.

Leia também

A publicação traz uma foto de Manuela, Wyllys e Adélio Bispo, autor da facada contra Bolsonaro ainda na campanha eleitoral de 2018. Após a repercussão do post, ele foi apagado da rede social de Barra.

As informações foram publicadas pela jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna no jornal Folha de São Paulo.

“Ele espalhou deliberadamente uma fake news contra duas pessoas públicas, uma mentira abjeta que colocou nossas vidas em risco”, diz Wyllys.

Sobre o posto de Barra no governo, o ex-deputado diz “o audiovisual vai se transformar numa fábrica de mentiras para destruir vidas alheias”. A nomeação do jornalista ainda não foi efetivada.

“Ele terá que se retratar publicamente e pagar pelos danos à nossa imagem”, completa. “Além de ser um criminoso, ele é um incompetente e um cafona”. Wyllys afirmou ainda que o PSOL e PCdoB também “deverão tomar providências”.

Manuela anunciou pelo Twitter que acionará judicialmente o novo secretário pela disseminação da notícia falsa.

“TOMA LÁ, DÁ CÁ”

Edilásio Barra também esteve envolvido em uma outra polêmica, na semana passada, quando o deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) acusou o presidente Jair Bolsonaro, combinado com os ministros da Casa Civil (Onyx Lorenzoni) e da Cidadania (Osmar Terra), de praticarem “toma lá, dá cá” com o cargo de secretário do Audiovisual.

Em áudio, o parlamentar afirma que Bolsonaro, junto com Onyx, afastaram Pedro Peixoto, que foi indicação sua para o cargo, para indicarem Barra. O novo nomeado é apontado por Frota como um “primo” do deputado Éder Mauro (PSD-PA).

“Eles tiraram o Pedro Peixoto, que eu fui buscar na Fox”, diz Frota, no início do áudio. “Um cara com 50 programas de televisão nas costas, criador do Pânico. Trabalhou anos na TV Globo, na Record, na Rede TV, na Band”, afirma.

“Assumiu o audiovisual, foi sabatinado, aprovado por unanimidade. E agora o Osmar Terra, junto com o Henrique, tira esse cara, a pedido do Bolsonaro e do deputado Éder Mauro. Esse cara é primo do Éder Mauro, e o Ônyx tinha uma dívida com o Éder Mauro. Pra colocar o sobrinho dele em alguma coisa, tiraram um profissional e colocaram um cara que era figurante na novela Roque Santeiro”, continua Frota.

“Ele não tem formação em cinema e nunca fez absolutamente nada. Não sabe o que é cinema”, afirmou, inconformado, o parlamentar.