Balsa naufragada com 300 mortos começa a ser rebocada na Coreia do Sul

Seul, 23 mar (EFE).- As autoridades da Coreia do Sul começaram a rebocar do fundo do mar a balsa Sewol, que permanece lá desde seu naufrágio há quase três anos, causando a morte de mais de 300 pessoas, a maioria estudantes do ensino médio.

Já foi resgatada uma pequena parte da balsa, que estava cerca de 40 metros de profundidade e foi levada nesta quinta-feira para a superfície.

A estimativa é que a retirada da embarcação de 6.825 toneladas e 145m de comprimento, e levá-la até o porto de Mokpo, leve em torno de oito dias, segundo informações de um porta-voz do Ministério de Pesca e Assuntos Marítimos.

A operação é extremamente delicada, pois acredita-se que no interior da balsa podem encontrar os corpos de nove ocupantes do Sewol que seguem desaparecidos.

O governo sul-coreano se comprometeu em retirar cuidadosamente a balsa para que esses corpos possam ser localizados e entregues aos familiares para que realizem os funerais.

A operação é executada por um consórcio chinês que emprega dois rebocadores equipados com um complexo sistema de cabos projetados para conseguir que o casco, que serão juntados várias boias, não se incline quando for extraído.

Uma vez fora da água, os dois rebocadores levarão o Sewol até uma embarcação semissubmersível que deve transportá-lo até Mokpo, onde as autoridades continuarão buscando os corpos dos nove desaparecidos e prosseguirão sua investigação sobre as causas do naufrágio.

O afundamento do Sewol, ocorrido no dia 16 de abril de 2014, foi o pior acidente marítimo da história da Coreia do Sul.

No total, 304 pessoas, entre tripulação e passageiros, perderam a vida, a maioria estudantes do ensino médio.

A investigação apontou até o momento que o Sewol transportava mais do que o dobro da carga permitida e ocorreram graves erros humanos no processo de evacuação, o que levou o capitão da balsa ser condenado a prisão perpétua pela Justiça sul-coreana. EFE