Jesuítas eslovenos pedem perdão em caso de abuso

Por Philip Pullella

ROMA (Reuters) - Jesuítas da Eslovênia dizem acreditar que as acusações de abuso sexual contra um membro proeminente de sua ordem são verdadeiras e pediram perdão.

Esse é o mais recente desenvolvimento no caso do padre Marko Ivan Rupnik, que abalou a ordem religiosa e o Vaticano.

Foi somente depois de reportagens da mídia italiana em novembro alegando que Rupnik, 68, havia abusado sexual e psicologicamente de freiras quando era diretor espiritual em sua terra natal, a Eslovênia, três décadas atrás, que a ordem jesuíta reconheceu o caso.

As declarações públicas da ordem em Roma foram contraditórias, deixando muitas perguntas sem resposta. Alguns líderes jesuítas pediram uma revisão completa de como a ordem e o Vaticano lidaram com o caso.

"Acreditamos na sinceridade das freiras e outras vítimas que falaram sobre seu sofrimento e outras circunstâncias relacionadas ao abuso emocional, sexual e espiritual por parte de nosso confrade. Pedimos sinceramente perdão a todos", disseram os jesuítas da Eslovênia em um comunicado publicado online na sexta.

O caso é embaraçoso não só para os jesuítas, uma das ordens religiosas católicas romanas mais conhecidas do mundo, mas também para o Papa Francisco, que é membro da ordem.

Francisco não falou especificamente sobre o caso, mas pode ter se referido a ele em 22 de dezembro, quando denunciou a violência psicológica e o abuso de poder na Igreja.

(Por Philip Pullella)