Jihadista é acusada na Alemanha de crimes contra a humanidade cometidos na Síria

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Nurten J viajou para a Síria com sua filha de 3 anos em fevereiro de 2015 e foi presa em seu retorno à Alemanha em 24 de julho de 2020, após ser expulsa pela Turquia, disse o comunicado da Promotoria
Nurten J viajou para a Síria com sua filha de 3 anos em fevereiro de 2015 e foi presa em seu retorno à Alemanha em 24 de julho de 2020, após ser expulsa pela Turquia, disse o comunicado da Promotoria

Uma alemã que se uniu ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria foi acusada em seu país de crimes contra a humanidade, por sua participação na perseguição da minoria yazidi, anunciou a Promotoria alemã nesta quarta-feira (11).

Nurten J viajou para a Síria com sua filha de 3 anos em fevereiro de 2015 e foi presa em seu retorno à Alemanha em 24 de julho de 2020, após ser expulsa pela Turquia, disse o comunicado da Promotoria.

A mulher é acusada de "seguir a ideologia do EI, segundo a qual a redução do estado dos yazidis à escravidão está justificada", explicou a Promotoria de Karlsruhe.

A acusada obrigou uma yazidi que uma amiga havia feito de escrava a trabalhar sem pagar, entre 2016 e 2017.

Além disso, é acusada de crimes de guerra e de negligência parental, por ter levado sua filha para uma área de guerra.

A acusada, cuja idade não foi mencionada, casou-se com "um alto responsável" do EI na Síria, também vindo da Alemanha.

Os crimes sofridos pela minoria curda yazidi são alvo de dois julgamentos na Alemanha. Um iraquinao, Taha Al-Jumailly, está sendo julgado em Frankfurt (oeste) por ter deixado uma menina yazidi morrer de sede no Iraque.

Sua esposa alemã, Jennifer Wenish, também está sendo julgada há um ano e meio pelo mesmo crime em Munique (oeste).

Uma alemã-tunesiana também foi condenada em outubro a três anos e meio de prisão por ter escravizado outra jovem yazidi na Síria.

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