Jihadistas multiplicam ataques na Nigéria

(Arquivo) O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari

Os jihadistas do Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap) intensificaram seus ataques no nordeste da Nigéria e mataram 30 civis nesta terça-feira, forçando o chefe de Estado a viajar para "expressar sua preocupação" às autoridades locais.

O presidente Muhammadu Buhari, eleito pela primeira vez em 2015 com a promessa de erradicar o grupo Boko Haram, fez uma visita surpresa a Maiduguri nesta quarta-feira (12), após seu retorno de uma reunião da União Africana em Adis Abeba.

Também na segunda-feira, os combatentes da ISWAP, braço do Boko Haram ligado ao grupo Estado Islâmico, chegaram em veículos e atacaram um posto militar na cidade de Tungushe, perto de Maiduguri, capital do estado de Borno, "matando um soldado e ferindo outro", informou um militar à AFP.

Dois insurgentes também foram abatidos, acrescentou.

Segundo Ibrahim Liman, um chefe das milícias civis que lutavam ao lado do exército nigeriano, os jihadistas partiram para a cidade vizinha de Gajiganna, onde realizaram um segundo ataque, matando outro soldado e roubando um veículo militar.

Simultaneamente, em Rann, uma importante cidade isolada na fronteira entre a Nigéria e Camarões, os insurgentes chegaram em motos e carros equipados com metralhadoras e atacaram a defesa militar da localidade.

"Perdemos três de nossos milicianos em Rann", disse Liman à AFP. Esta cidade, localizada a cerca de 175 km a nordeste de Maiduguri, há cerca de 35.000 pessoas refugiadas por conta da violência.

O ISWAP reivindicou os três ataques, afirmando que "matou ou feriu vários soldados" e "queimou vinte prédios públicos".