Jill Biden faz cirurgia bem-sucedida para retirada de lesões cancerígenas

A primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden, se submeteu a uma cirurgia, nesta quarta-feira (11), para a retirada de lesões cancerígenas e agora está fora de perigo, informou o médico da Casa Branca.

Acompanhada pelo presidente Joe Biden, Jill foi levada mais cedo de helicóptero ao Centro Médico Nacional Walter Reed, na periferia de Washington, para um procedimento ambulatorial conhecido como cirurgia de Mohs.

O médico da Casa Branca, Kevin O'Connor, disse em nota após o procedimento que Jill Biden está experimentando "inchaço facial e hematoma pós-operatório, mas está de bom humor e sentindo-se bem. Ela voltará para a Casa Banca mais tarde no dia de hoje".

Os médicos inicialmente tinham sugerido uma cirurgia pequena para remover a lesão, encontrada perto do olho direito, e para determinar se era cancerígena.

"O procedimento confirmou que a pequena lesão era um carcinoma basocelular. Todo o tecido cancerígeno foi removido com sucesso e as margens foram limpas de qualquer célula residual de câncer de pele", escreveu O'Connor.

"Vamos monitorar a área de perto à medida que cicatrizar, mas não prevejo a necessidade de novos procedimentos", acrescentou.

Os médicos encontraram uma segunda lesão do lado esquerdo do tórax da primeira-dama, que também foi identificada como cancerígena e removida com o mesmo procedimento, escreveu O'Connor.

Também foi encontrada outra "pequena lesão" na pálpebra esquerda da primeira-dama, que foi "totalmente extirpada, com margens, e enviada para exame microscópico padrão".

O'Connor explicou que as lesões de carcinoma basocelular "não se espalham ou têm metástase, como é o caso de cânceres de pele mais sérios".

A cirurgia de Mohs é realizada com anestesia local e é considerada muito eficaz, se feita a tempo, para extirpar formações de câncer de pele.

"O procedimento da primeira-dama avança bem", disse mais cedo aos jornalistas a secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, mais de seis horas depois de o casal Biden entrar no hospital.

Perguntada sobre o que o presidente fez durante a hospitalização, Jean-Pierre afirmou: "Hoje se trata da esposa dele. Este é foco do presidente neste momento".

"Trata-se do presidente apoiar sua esposa há 45 anos", acrescentou.

Jill Biden, de 71 anos, é a primeira-dama de mais idade da história dos Estados Unidos, assim como o marido, de 80 anos, é o presidente mais idoso no cargo.

O presidente, cujo filho, Beau, morreu em 2015 de câncer no cérebro, fez da redução da taxa de mortalidade por câncer uma "prioridade presidencial".

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