Grupo político de Macron confirma ter sido alvo de ciberataques

Paris, 26 abr (EFE).- O grupo político Em Movimento de Emmanuel Macron, o candidato social liberal nas eleições presidenciais francesas, confirmou ter sido alvo de pelo menos cinco ciberataques realizados por "profissionais", que a seu julgamento evidenciam "uma forma de ingerência" no processo eleitoral.

Em Movimento destacou em um comunicado que nenhum dado sensível ficou comprometido até agora, apesar desses ataques atribuídos ao mesmo grupo de hackers russos Pawn Storm, que foi responsabilizado pelas filtragens de e-mails da campanha da candidata democrata nas eleições americanas, Hillary Clinton.

O movimento político de Macron explicou que a empresa de segurança informática Trend Micro comunicou elementos de um relatório nos quais tratou de identificar os objetivos do Pawn Strom.

E isso - apontou - vem a confirmar o que já tinham detectado desde janeiro, que sofreu tentativas para o roubo de dados pessoais ou de identificação através do envio de e-mails fraudulentos que também tinham como alvo infectar computadores.

Para enfrentar essas ameaças, a formação estabeleceu diferentes medidas de segurança que "permitiram até agora rejeitar esses ataques".

Em Movimento se esforçou em destacar que Macron "é o único candidato da campanha presidencial francesa que figura entre "os alvos desse grupo de hackers, pelo quais os ataques mostram "uma forma de ingerência" nestas eleições.

O concorrente social liberal, favorito nas pesquisas, disputará a presidência no segundo turno de 7 de maio com a candidata ultradireitista, Marine Le Pen. EFE