João Arnaldo, do PSOL, diz que PSB de Pernambuco deu guinada à direita

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - O pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Arnaldo (PSOL) afirmou que o PSB do estado deu uma guinada à direita nos últimos anos, se aliou a grupos conservadores e age com oportunismo ao se aliar ao PT no pleito de outubro deste ano.

Em sabatina à Folha de S.Paulo e ao UOL, alegou a falta de afinidade programática foi determinante na decisão do PSOL não repetir no estado a aliança nacional com o PSB, onde ambos se uniram em torno da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"O que nos faz não compor com a candidatura do PSB em Pernambuco é que são projetos completamente diferentes do nosso", disse João Arnaldo, alegando que o PSB deu uma "guinada à direita sem precedentes" a partir do segundo mandato de Eduardo Campos (1965-2014) no governo do estado.

Além de alegar falta de afinidade programática com o PSB, João Arnaldo criticou o partido por supostamente negociar acordos políticos com base em chantagem. E disse que o partido age com oportunismo ao se aliar ora com grupos conservadores ora com partidos mais à esquerda.

"Em Pernambuco, PSB se abraçou com o que há de mais atrasado na política. Não vamos fazer aliança com que a gente discorda por conta de um momento conjuntural nacional do qual nós temos muita clareza", afirmou João Arnaldo.

O PSB está há 15 anos frente ao governo de Pernambuco. A partir de 2014, a legenda se aproximou de partidos de centro-direita e firmou alianças com legendas como MDB, PSDB e DEM. Em 2018, contudo, o PSB voltou a se aproximar com o PT na reeleição do governador Paulo Câmara.

Além das críticas ao PSB, João Arnaldo também criticou os demais pré-candidatos do governo dos maiores partidos – Marília Arraes (Solidariedade), Danilo Cabral (PSB), Raquel Lyra (PSDB), Miguel Coelho (União Brasil) e Anderson ferreira (PL) – são "filhos das velhas oligarquias" do estado.

E disse que Marília Arraes, de quem foi candidato a vice-prefeito do Recife nas eleições municipais de 2020, se aproximou de políticos conservadores como André de Paula (PSD) e Sebastião Oliveira (Avante) na eleição deste ano.

"O que temos visto é a construção de uma aliança [de Marília Arraes] com políticos mais tradicionais da direita pernambucana. Ela está sinalizando que as bandeiras da esquerda não são uma prioridade", afirmou o pré-candidato.

Ele ainda disse que está aberto a conversas com partidos como a UP e o PCB para a formação de uma frente de esquerda no estado. E disse acreditar que pode ter uma candidatura competitiva e com possibilidades de chegar ao segundo turno.

A série de sabatinas com pré-candidatos ao Governo de Pernambuco é promovida pela Folha de S.Paulo e pelo UOL e começou nesta segunda-feira (6) com Marília Arraes (Solidariedade).

Também foram ouvidos o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), o deputado federal Danilo Cabral (PSB) a ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB), o historiador Jones Manoel (PCB) e o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PL).

A sabatina foi conduzida por Diego Sarza e pelos jornalistas Carlos Madeiro, do UOL, e José Matheus Santos, da Folha de S.Paulo.

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Sabatinas presidenciais​

2º turno - de 10 a 14/10

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Debates com candidatos ao Governo de SP

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