João Baldasserini emenda 'Salve-se quem puder' com 'Pega pega', terceira novela das 19h seguida, e fala de música no 'Fantástico'

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João Baldasserini já pode pedir música no “Fantástico”: o ator emplaca agora sua terceira novela seguida no horário das sete da Globo. Depois da reprise de “Haja coração”, em que viveu o publicitário Beto, e do fim de “Salve-se quem puder”, ontem, como o carismático caipira Zezinho, ele volta ao ar na segunda-feira na edição especial de “Pega pega”, interpretando o recepcionista de hotel Agnaldo, integrante do quarteto de protagonistas que participa de um roubo milionário.

— Estou como Tom Cruise, numa “Missão impossível” (risos). Se eu tivesse a oportunidade de pedir uma música, seria o tema desse filme. Só mesmo com reprises enfileiradas para eu ficar no ar por tanto tempo — acha graça o ator de 37 anos, que não consegue decidir, no entanto, qual dos três personagens lhe foi mais especial: — Acho que em todos eles consegui encontrar um equilíbrio entre drama e comédia. Isso acabou se tornando uma marca minha. O horário das sete requer leveza. Por mais vilão que o personagem seja, é preciso mostrar humanidade, o porquê de ele tomar determinadas atitudes.

No caso de Agnaldo, o ator não acredita que ele seja de todo mau:

— Totalmente apaixonado pela Sandra Helena (Nanda Costa), ele vai na onda dela, acaba cometendo o assalto, mete os pés pelas mãos.

A trama de autoria solo de Claudia Souto, com direção artística de Luiz Henrique Rios, trata de dilemas éticos, morais e reais sempre atuais, especialmente quando se fala do “jeitinho brasileiro” para se dar bem.

— Quando a gente viaja para o exterior e pergunta o que as pessoas de lá sabem sobre o Brasil, dizem que é “samba, futebol e corrupção”. Na época em que eu estava gravando “Pega pega” (2017), questionei se os quatro ladrões (além de Agnaldo e Sandra, Malagueta, vivido por Marcelo Serrado, e Júlio, interpretado por Thiago Martins) pagariam pelo crime. E aconteceu. Aliás, tem um momento da novela em que metade do elenco está na cadeia, até Irene Ravache, quem diria (risos)! Se a Justiça do nosso país realmente punisse os culpados assim, estaria bom demais — opina o paulista de Indaiatuba, otimista com dias melhores e sem medo de se posicionar politicamente: — Estou com esperanças nessa CPI da Covid. De alguma maneira, quero ver Bolsonaro fora de onde está, ou sofrendo impeachment ou derrotado nas urnas.

‘Eu temia não exercer bem o papel de pai, por não ter referência’

Há 1 ano e 8 meses, o papel favorito de João Baldasserini é o de pai. Por causa da pandemia da Covid-19, o galã teve a chance de acompanhar de perto os primeiros passos de Heleno, fruto de seu relacionamento com a psicóloga Érica Lopes.

— A paternidade é a experiência mais incrível da minha vida. É um amor tão potente, maduro, corajoso! Estou me tornando um homem melhor. Meu pai foi ausente, se separou da minha mãe quando eu tinha 5 anos e foi embora. Eu temia não exercer bem esse papel com meu filho, por não ter referência — desabafa o galã, que encontrou na terapia um apoio: — Me faz bem. Passo por um processo evolutivo emocional com segurança e equilíbrio, encorajado pelo Heleno.

Baldasserini, que elogia Érica como “sensata”, “gata” e “cheirosa”, diz que a intensa convivência na quarentena trouxe desafios ao casal.

— Não foi fácil, gerou estresses. Mas fomos nos reinventando, descobrindo uma maneira saudável de viver junto, outros prazeres, novos hobbies e afazeres. Mesmo sendo psicóloga, minha mulher também faz terapia, é importante — afirma ele, certo de que escolheu a parceira ideal: — Sempre disse que não queria me relacionar com uma atriz, até porque sei como é esse estilo de vida. Com Érica, experimento coisas novas. E ela respeita meu trabalho, não tem ciúme, é ótimo!

Grupo unido

Baldasserini mantém a amizade com os atores de “Pega pega”: “Eu tinha feito um filme com Nanda, e nossa relação se estreitou. Serrado foi ao meu casamento, é um amigo querido. Thiago também. Mantemos ativo um grupo de WhatsApp do elenco desde aquela época”.

Feminista declarado

O ator fala com empolgação sobre a gravidez de Nanda: “Fiquei feliz demais por ela e pela Lan Lanh. Torço muito por essa família cheia de representatividade. Vão ser quatro mulheres, olha que lindo! Sou feminista e a favor de que o mundo seja dominado por elas”.

Bastidores divertidos

Muito antes de o aplicativo de dancinhas TikTok se tornar uma febre no Brasil, Nanda e os colegas de cena lançaram a moda das coreografias engraçadinhas nos bastidores de “Pega pega”: “Um dia, no set, ela veio com essa sugestão da dança, do nada. Eu nem achava que ela fosse postar, e bombou! Virou um compromisso gravar um novo vídeo toda sexta-feira, o público cobrava nas ruas. Quanto mais a gente se divertia e enlouquecia nos passos, mais repercutia. Isso foi uma novela à parte”.

Inábil com redes sociais

O paulista confessa desconhecer os encantos do TikTok e, com mais de 250 mil seguidores no Instagram, diz não ser muito hábil com redes sociais: “Eu deveria ser mais ativo, mas sou meio desligadão pra internet. Minha mulher é que me dá as ideias das postagens”.

De recepcionista a hóspede

Um roubo em um hotel conduz a trama de “Pega pega”. Na vida real, o ator diz que nunca perdeu nada de grande valor enquanto hóspede, mas brinca: “Estou fora de casa, gravando uma série. E a moça da governança daqui sumiu com meu remédio de dormir. É valioso pra mim, poxa”.

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