Joaquim Leite evita comentar na COP26 apoio a projetos vistos como prejudiciais ao clima

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GLASGOW, ESCÓCIA (FOLHAPRESS) - Em Glasgow com a missão de apresentar na COP26 o "Brasil real", que segundo ele destoa da imagem divulgada em países estrangeiros, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, evitou comentar projetos em tramitação no Congresso que estão na raiz dessa imagem negativa, por serem prejudiciais à questão ambiental, segundo eurodeputados e grandes fundos de investimento.

Entre eles há iniciativas do próprio Executivo, como o PL 191, que libera a mineração e a construção de hidrelétricas em terras indígenas sem demarcação concluída, e textos propostos por parlamentares com o apoio do governo, que alteram a demarcação de terras indígenas, regularizam terras invadidas e mudam regras de licenciamento ambiental.

Questionado quatro vezes durante entrevista coletiva no final desta terça-feira (9) sobre se o governo mantém o apoio a esses projetos de lei, o ministro preferiu sair pela tangente: "O que nós temos que fazer no governo e inclusive no Congresso é incentivar essa nova economia verde".

Leite respondeu também que apoia "qualquer lei que estejam criando um mercado que remunere quem cuida de floresta" e afirmou que "a mineração regular pode proteger a floresta; uma mineração regular, sustentável, com novas tecnologias que não usam nem água, é uma forma de desenvolver a economia verde".

Leite também defendeu o Programa para Uso Sustentável do Carvão Mineral Nacional, instituído por portaria pelo Ministério das Minas e Energia neste ano, enquanto o mundo discute como acelerar o fim do uso desse combustível, um dos mais poluentes.

Segundo o ministro, o programa é necessário porque algumas regiões brasileiras "ainda vão depender do carvão por algum período, e para isso é preciso torná-lo o mais sustentável possível".

Leite disse que o governo vai mitigar o desmatamento de duas formas: combatendo o ilegal e incentivando a floresta legal, com um programa de pagamento por serviço ambiental.

"Queremos ligar produção agropecuária com conservação florestal, pelo incentivo, pelo benefício", disse ele. Segundo o ministro, o objetivo é garantir que a transição para uma economia mais verde esteja ligada à geração de emprego e renda.

Disse também que, para que essa transição aconteça, é preciso haver financiamento. Ele repetiu nesta terça que tentará obter dos países ricos uma elevação dos US$ 100 bilhões prometidos para financiar a transição nos ainda em desenvolvimento.

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