Joe Biden completa formação de equipe econômica

·2 minuto de leitura
O presidente eleito dos EUA, Joe Biden

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, concluiu nesta sexta-feira (8) as nomeações para sua equipe econômica, a menos de duas semanas para sua posse em 20 de janeiro.

Biden nomeou Gina Raimondo, governadora de Rhode Island, como Secretária de Comércio; Marty Walsh, prefeito de Boston, como secretário do Trabalho, e Isabel Guzmán, ex-funcionária da administração de Barack Obama, como chefe das PMEs.

"O presidente eleito Joe Biden nomeou duas dúzias de membros do gabinete, o mais diverso da história americana", diz um comunicado divulgado na quinta-feira.

Biden já havia apresentado no início de dezembro parte de sua equipe econômica, formada principalmente por mulheres, minorias e ex-dirigentes do governo de Barack Obama.

Entre eles, Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central), se destaca como futura secretária do Tesouro.

"Eles compartilham minha crença de que a classe média construiu este país e que os sindicatos construíram a classe média", declarou o presidente eleito, que assumirá o cargo em 20 de janeiro, em um comunicado.

Seu objetivo será tirar os Estados Unidos "da pior crise de desemprego em quase um século", disse ele, "apoiando as pequenas empresas e fortalecendo os sindicatos".

A pandemia de covid-19 causou a pior crise desde 1929, com milhões de americanos perdendo seus empregos ou tendo suas jornadas de trabalho reduzidas.

Um total de 140.000 empregos foram perdidos em dezembro, uma perspectiva muito pior do que a antecipada pelos analistas, que previam a criação de 112.000 empregos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira.

A taxa de desemprego ficou estável em relação a novembro, em 6,7%, em linha com as expectativas, sinal de que a participação no mercado de trabalho está se deteriorando.

Nos Estados Unidos existem 4 milhões de desempregados de longa duração, há mais de 27 semanas, mesmo número registrado em novembro.

Caso seja ratificada, Gina Raimondo assumirá questões complexas, como a guerra comercial com a China promovida pelo governo Trump ou a regulamentação dos gigantes tecnológicos.

Por outro lado, se confirmado no cargo, Marty Walsh será o primeiro sindicalista a liderar o Departamento do Trabalho dos EUA em quase meio século, ressalta o comunicado.

Caberá a ele, entre outras coisas, garantir as condições de trabalho num momento em que a pandemia alterou a forma de trabalhar das empresas.

juj/cjc/oaa/ll/mr