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Joe Biden na Cisjordânia e Arábia Saudita

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Cisjordânia e Arábia Saudita são os dois destinos da vista de Joe Biden no Médio Oriente esta sexta-feira.

O presidente norte-americano encontrou-se de manhã com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, em Belém, numa viagem centrada na ajuda de Washington aos hospitais de Jerusalém Oriental e a um projeto de atualização das ligações à Internet sem fios na Cisjordânia e Faixa de Gaza.

Os dois territórios palestinianos que se encontram sob bloqueio israelita há mais de 15 anos, deverão ter acesso à 4G em 2023.

Para além da Palestina, Biden tem neste périplo outro caminho difícil, o da Arábia Saudita. O presidente dos EUA inaugura as ligações aéreas entre Israel e o reino hostil, que nunca reconheceu o estado hebraico, ao viajar de Telavive para Jeddah, para se encontrar com Mohammed bin Salmane e ministros do governo saudita.

Nas horas que antecederam a sua viagem a esta monarquia do Golfo, houve duas notícias fundamentais: Israel disse não te "nenhuma objeção" à transferência de dois ilhéus estratégicos no Mar Vermelho para a Arábia Saudita. E a Arábia Saudita anunciou a abertura do seu espaço aéreo a "todos os transportadores" num gesto aparente para com Israel.

Segundo os analistas, estas iniciativas poderiam ser precursoras de uma possível vontade de abertura a Israel por parte da Arábia Saudita, um peso pesado regional e principal rival do Irão, o inimigo jurado do Estado hebreu.

Na quinta-feira Joe Biden recusou-se a dizer claramente se levantaria o caso do jornalista assassinado, Jamal Khashoggi, diretamente em Jeddah.

O presidente norte-americano procura manter-se fiel à sua defesa dos direitos humanos, mas precisa de convencer o reino rico em petróleo a abrir as comportas para a sua produção. Em jogo: baixar o preço de um galão de gasolina no período que antecede as eleições americanas intercalares.

Ainda candidato, Joe Biden tinha prometido fazer da monarquia do petróleo um "pária" devido ao assassinato do jornalista e crítico saudita Jamal Khashoggi, e uma vez eleito, tinha desclassificado um relatório condenatório sobre a responsabilidade do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salmane (MBS).

No sábado, o presidente dos EUA participa na cimeira das monarquias árabes do golfo.

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