Joe Biden vê popularidade em xeque nas intercalares dos EUA

As urnas abriram, esta terça-feia, nos EUA para as eleições intercalares, a votação que coloca nas mãos dos norte-americanos a futura composição do Congresso, no Capitólio. Para muitos, este será o primeiro grande teste à presidência de Joe Biden.

As sondagens têm denunciado a fraca popularidade do chefe de Estado, que pode mesmo vir a determinar uma viragem na liderança da Câmara dos Representantes e do Senado, atualmente nas mãos dos democratas.

As atenções viram-se para seis estados - Arizona, Geórgia, Michigan, Pensilvânia, Wisconsin e Nevada - onde os resultados poderão ser determinantes para ditar o controlo do Senado. Biden conseguiu virar os resultados a favor dos democratas nos primeiros cinco estados, anteriormente nas mãos dos republicanos.

A economia e sobretudo a inflaçãosão as questões que mais preocupam os eleitores, nesta corrida, defende Julie Norman, codirectora do UCL Centre on US Politics, um centro especializado na análise da política norte-americana. Para a analista política, é altamente provável uma vitória dos republicanos, na Câmara dos Representantes, mas também possível no Senado.

"Se os democratas perderem uma ou ambas as câmaras, o que parece provável, isso vai realmente colocar entraves à agenda de Biden para os próximos dois anos. Podemos esperar, na melhor das hipóteses, um grande impasse no Capitólio e, na pior das hipóteses, vamos provavelmente ver ataques a muitas políticas de Biden e até pessoais".

Quem já está a contar com o deslize dos democratas é Donald Trump. O ex-presidente ainda não descartou uma terceira candidatura à presidência e prometeu um "grande anúncio" para o próximo dia 15.

As eleições intercalares desta terça-feira vão determinar os 435 assentos na Câmara dos Representantes, 35 dos 100 senadores e ainda 39 governadores norte-americanos