Jogadora da WNBA presa na Rússia é libertada em troca de traficante de armas com EUA

Jogadora de basquete dos EUA, Brittney Griner estava presa na Rússia (Pavel Pavlov/Anadolu Agency via Getty Images)
Jogadora de basquete dos EUA, Brittney Griner estava presa na Rússia (Pavel Pavlov/Anadolu Agency via Getty Images)
  • Jogadora de basquete dos EUA estava presa desde março acusada de tráfico de drogas

  • Caso de Brittney Griner gerou comoção nacional e ampliou crise política entre o país e a Rússia

  • Em troca dela, EUA libertaram um dos traficantes de armas mais procurados do início do século

Um dos grandes nomes da WNBA - liga de basquete feminino norte-americana - e detida na Rússia desde março, Brittney Griner foi finalmente libertada nesta quinta-feira (8).

A atleta norte-americana, bicampeã olímpica, estava presa desde março, quando foi acusada de tráfico de drogas enquanto vivia no país europeu, onde atuava pelo UMMC Ekaterimburg nos intervalos entre as temporadas da WNBA.

Sua detenção gerou clamor popular nos Estados Unidos, uma vez que se tratava de uma atleta de elite, e até o governo de Joe Biden interviu para tentar sua liberação.

Isso não impediu que, em agosto, Brittney fosse condenada a nove anos de prisão. Ela garantiu que não tinha intenção de traficar drogas e que a maconha com a qual havia sido encontrada era para uso medicinal, para tratar uma doença crônica nas costas.

Considerada excessiva, a pena máxima prevista revoltou os norte-americanos. Biden chegou a classificá-la como "inaceitável" e vinha, nos últimos meses, negociando a liberação da jogadora com o governo russo.

Troca por traficante de armas

Em troca da liberdade de Griner, Biden aceitou libertar um traficante de armas russo que estava preso nos Estados Unidos há 14 anos, chamado Viktor Bout.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia confirmou a "troca", que, segundo as agências de notícias do país, aconteceu em um aeroporto de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Quem é Viktor Bout?

Bout é um ex-tenente-coronel do Exército da União Soviética, apontado como um dos maiores traficantes de armas do mundo pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Preso em 2008, ele foi condenado a 25 anos de cadeia em 2012, sob acusação de conspirar para matar americanos, adquirir e exportar mísseis antiaéreos e fornecer apoio material a uma organização terrorista.

Um dos criminosos mais procurados do mundo até então, Bout chegou a inspirar um filme de Hollywood, "O Senhor das Armas", estrelado por Nicolas Cage.