Jogo em Brasília ressalta relação entre bola e políticos

O Globo
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Pelos próximos dias, o que de mais importante acontecer envolvendo o futebol brasileiro terá Brasília como sede. A começar pelo jogo deste domingo, entre Flamengo e Palmeiras. A capital federal ainda abrigará os jogos de volta da Recopa, entre Palmeiras e Defensa y Justicia, quarta-feira, e da terceira fase da Libertadores, entre Santos e San Lorenzo, na terça.

Os dirigentes mudam, mas o estádio Mané Garrincha revive em tempos de números elevados em relação à pandemia a mesma conexão que norteou a reforma do estádio para a Copa do Mundo 2014.

Em Brasília, a CBF tem no governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) um aliado para os planos de não deixar o futebol parar mais uma vez. Diante da decisão judicial desfavorável de quinta-feira, por meio da qual os eventos esportivos ficaram momentaneamente proibidos no Distrito Federal, a CBF não duvidou da mobilização do governo para sacramentar o jogo. O cenário desejado veio após recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Os jogos pelos torneios da Conmebol, por sua vez, foram parar no Mané Garrincha por conta do veto aos jogos em São Paulo. Em janeiro deste ano, no auge da crise sanitária em Manaus, foi em Brasília que os times do Amazonas se abrigaram para a disputa da Copa Verde, outro torneio organizado pela CBF. A capital federal ainda atraiu recentemente jogos da seleção e foi uma das bases do Mundial Sub-17 em 2019.

A visita mais recente de uma comitiva do DF à CBF registrada no site da entidade foi em novembro. Richard Dubois, administrador do Mané Garrincha, acompanhou a secretária estadual de Esporte, Celina Leão