Johnny Depp x Amber Heard: veredito considera os dois atores culpados e ambos vão pagar indenização

O veredito do caso envolvendo os atores Johnny Depp, de 58 anos, e Amber Heard, de 36, foi lido no Tribunal do Condado de Fairfax, na Virgínia, às 16h20 desta quarta-feira. Amber foi considerada culpada pelas declarações feitas em artigo escrito no The Washington Post, no qual acusava Depp de abusos. Com a decisão, a atriz terá de indenizar o ex-marido em US$ 15 milhões (equivalente a R$ 71,9 milhões). Na ação movida por Depp, ele pediu indenização no valor de US$ 50 milhões, mas vai receber US$ 35 milhões a menos do que requereu.

Em relação ao processo de Heard contra Depp, o ator foi considerado culpado em uma das três acusações. O astro de "Piratas do Caribe" terá de pagar US $ 2 milhões (equivalente a R$ 9,5 milhões) em danos morais para a ex-mulher. Amber havia pedido indenização no valor de US$ 100 milhões.

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O júri chegou a um veredito nesta quarta-feira, após um julgamento que começou em 11 de abril e terminou no último dia 27, o que gerou grande repercussão pela relação conturbada vivida pelos dois enquanto formavam um casal. O júri chegou à decisão depois de três dias de deliberações e mais de 13 horas. Ao todo, eram sete jurados.

A leitura do veredito estava prevista para começar às 16h desta quarta-feira. Neste horário, a juíza Penney Azcarate entrou no tribunal mas, antes de permitir a leitura, pediu para alguns formulários serem novamente preenchidos. Com a exigência, o resultado do julgamento atrasou cerca de 1h.

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O astro de "piratas do Caribe" pede US$ 50 milhões por danos, devido a um artigo dela sobre violência doméstica publicado no "Washington Post" em 2018. Já a atriz de "Aquaman" pede o dobro, mas por declarações de um ex-advogado de Depp chamando seu relato de "farsa". Cada um diz ter sido abusado durante o período em que estiveram juntos.

Depp e a Amber tiveram um relacionamento entre 2011 e 2016, entre namoro, casamento e divórcio, concluído em 2017.

O caso

Ao longo de seis semanas, o júri ouviu uma série de depoimentos, gravações de brigas do ex-casal, e viu imagens fortes do dedo ensanguentado de Depp após ele ter tido a ponta mutilada em 2015 na Austrália. Ele disse que a parte superior do dedo foi cortada quando Heard jogou uma garrafa de vodka nele. Heard negou, e disse que Depp a agrediu sexualmente naquela noite com uma garrafa de bebida. Ela disse que o golpeou apenas em situações para se defender ou defender a sua irmã.

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Depp negou ter batido em Heard ou em qualquer mulher e disse que foi ela quem se tornou violenta em seu relacionamento. Ele disse que as alegações de Heard lhe custaram "tudo". O ator perdeu o papel do capitão Jack Sparrow num novo filme de "Piratas do Caribe" e foi substituído na franquia de filmes "Animais Fantásticos", um spin-off de "Harry Potter".

Em suas alegações finais no julgamento de difamação entre Johnny Depp e Amber Heard, o advogado Benjamin Rottenborn, que representa a atriz de "Aquaman", destacou ao júri que se for concluído que ela foi abusada física, verbal ou emocionalmente apenas uma vez, isso significa que ela deve vencer a ação. Ele lembrou o depoimento do conselheiro do casal que testemunhou que Depp e Heard abusaram um do outro durante seu relacionamento. Para o advogado, se o júri acredita nisso, então o ator deve perder o caso.

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Já a advogada Camille Vasquez, da equipe de Depp, pediu que Heard se responsabilize por suas "mentiras". Ela ainda criticou habilidades de atuação de Heard ao resgatar uma declaração de um antigo instrutor da atriz, de que ela teria dificuldade para chorar numa interpretação.

Depp perdeu um caso de difamação há menos de dois anos contra o jornal britânico "The Sun", que o rotulou de "espancador de esposas". Um juiz da Suprema Corte de Londres decidiu que ele havia agredido Heard repetidamente. Os advogados de Depp entraram com o caso no estado da Virgínia desta vez, por ser o local de impressão do "Washington Post", ainda que o jornal não seja réu.

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