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Johnson tenta impulsionar Governo britânico

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Depois de respirar de alívio, Boris Johnson tenta dar um novo fôlego ao Governo. O primeiro-ministro do Reino Unido conseguiu sobreviver, na segunda-feira, a uma moção de censura do próprio Partido Conservador, mas encontra-se fragilizado.

De acordo com as regras dos Tories, o líder não poderá ser alvo de uma nova contestação no espaço de um ano, mas não se augura um caminho fácil para Johnson, como refere o professor de Política da Queen Mary University of London, Tim Bale:

"Estas contestações têm o hábito de expor o quão fraca é a autoridade de um primeiro-ministro (...) E receio que para Boris Johnson, foi o que aconteceu desta vez também. Isso não significa que ele terá de se demitir a curto prazo, mas significa que penso que haverá dúvidas persistentes sobre a sua liderança".

Dos 359 deputados, Johnson mantém o apoio de 211, 148 querem que abandone o cargo, ou seja, 41 % do grupo parlamentar.

"A história dos primeiros-ministros que sobrevivem aos votos de confiança não é assim tão boa. Olhando para Theresa May em 2018, em dezembro, ela sobreviveu a esse voto por uma margem bastante maior do que Boris Johnson, e desapareceu em seis meses", sublinha o académico.

Apesar de fragilizado, devido aos escândalos das festas em Downing Street durante os confinamentos impostos para combater a Covid-19, Boris Johnson descartou a possibilidade de convocar eleições legislativas antecipadas.

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