Joias que pertenceram à família imperial russa são vendidas em leilão

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(Arquivo) A casa de leilões destacou que é raro que joias com tal passado sejam oferecidas em leilão, e que essas peças raras geraram um grande interesse entre colecionadores de todo o mundo (AFP/MAXIM MARMUR)

Joias que pertenceram à grã-duquesa Maria Pavlovna, tia do czar Nicolau II, e foram transportadas para fora da Rússia na época da Revolução de 1917 foram vendidas nesta quarta-feira em um leilão em Genebra por US$ 885.000, anunciou a casa Sotheby's.

As joias, incluindo um broche de safira e diamante e brincos, foram vendidas por um valor muito superior ao preço inicial, calculado entre US$ 300.000 e US$ 500.000. A casa de leilões destacou que é raro que joias com tal passado sejam oferecidas em leilão, e que essas peças raras geraram um grande interesse entre colecionadores de todo o mundo.

A duquesa "entregou suas joias a alguém de sua confiança, o diplomata inglês Albert Henry Stopford (1860-1939), que se encarregou de colocá-las a salvo em Londres", contou à AFP Olivier Wagner, especialista da Sotheby's. “Após um périplo incrível por todos os países escandinavos, Stopford chegou de barco a Londres, onde guardou as joias no cofre de um banco."

A duquesa foi um dos últimos membros da família Romanov a deixar seu país, em 1919. Apenas em 1920 ela se reencontrou em Londres com sua coleção de joias, destacou o especialista.

A princesa Elena, filha da duquesa, herdou as joias, que permaneceram na família até 2009, quando foram leiloadas em Genebra e adquiridas por uma família da nobreza europeia por US$ 500 mil.

Os compradores "estão dispostos a pagar, por sua origem e história, muito mais do que o objeto vale", explicou Wagner.

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