Jorge Felippe diz que não vai sentar na cadeira do prefeito: 'é para os escolhidos nas urnas'

Luiz Ernesto Magalhães
·2 minuto de leitura
Foto: Divulgação

RIO — Passava pouco das de 6h quando o presidente da Câmara do Rio, Jorge Felippe (DEM) saiu de uma chuveirada matinal e ligou a televisão. Surpreso, acompanhou a chegada do prefeito Marcelo Crivella à Cidade da Polícia e mudou toda a sua rotina. Após 12 anos presidindo a Câmara, Felippe sonhava em ter um fim de ano tranquilo até passar o cargo para Carlo Caiado (DEM) — favorito para presidir a casa a partir de 2021 — mas botou o terno e foi despachar no Centro Administrativo da Cidade Nova, no Centro do Rio.

— Depois de 12 anos presidindo a Câmara, relaxei tanto que até cantava músicas do Roberto Carlos debaixo do chuveiro. Hoje, estranhamente não tive vontade. Deve ter sido pressentimento. Que fim de ano! Só volto a cantar no chuveiro depois do dia 1º — afirmou.

Ao chegar à prefeitura, Jorge Felippe, entrou de carro diretamente na garagem. No 13º andar, no gabinete de Crivella, foi saudado não como prefeito em exercício mas como presidente. No ambiente, tomou sua primeira decisão: não vai sentar na cadeira do prefeito nem despachar do gabinete. Na manhã desta terça-feira, se encontrou com os secretários na sala de reuniões em anexo:

— Aquela cadeira é para os escolhidos pela população nas urnas. Hoje, ainda é o Crivella. E, em janeiro, Eduardo Paes.

Jorge Felippe disse que não tinha planos de viajar nesse fim de ano, antes da posse de Paes no dia 1º de janeiro. Hoje, teria reuniões com os vereadores atuais e as futuras bancadas para falar sobre a rotina do Legislativo. Haveria ainda uma reunião com os servidores do Palácio Pedro Ernesto quando agradeceria pelos últimos doze anos:

— Minha esposa ficou surpresa e só disse: 'Acho que você não vai ter descanso'. Logo agora que achava que ia relaxar pois ia deixar a presidência, começou tudo de novo.