Jorge Jesus supera primeiro ano de fracassos e faz Benfica alcançar segundo melhor início de temporada de sua história

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A língua de Jorge Jesus continua afiada como o torcedor do Flamengo se acostumou a ver no Brasil. "Jogar contra o Barcelona é como enfrentar o Vitória de Guimarães" e "Eles é que têm que se preocupar conosco" foram as frases de efeito usadas pelo técnico português, que sabia da importância esportiva e pessoal da partida pela Liga dos Campeões. Vencer por 3 a 0, no Estádio da Luz, não significou apenas bater um gigante afundado na crise financeira, mas se recolocar em evidência no cenário europeu.

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O Benfica deu fim a um jejum de 60 anos sem vitórias sobre o Barcelona em competições continentais. A última havia sido no longínquo ano de 1961. E, com quatro pontos, já sonha com uma das vagas do Grupo E da Liga dos Campeões. É o segundo colocado, a dois do líder Bayern de Munique. Na próxima rodada, no dia 20, recebe justamente o rival alemão. E, no embalo do bom início de temporada, a torcida não vê uma vitória neste duelo como sonho impossível.

Esqueça crise ou polêmicas, a relação de Jesus com a torcida do Benfica nesta temporada é de paz e amor. A vitória desta quarta, a 11ª em 13 partidas, já faz de 2021/22 o segundo melhor começo de temporada da história do clube, atrás apenas da arrancada em 1982/83, com 13 vitórias em 13 jogos. Na ocasião, os encarnados eram treinados por Sven-Goran Eriksson.

Após sete rodadas do Campeonato Português, o time mantém os 100% de aproveitamento e é líder isolado com quatro pontos à frente do Porto. O começo no torneio não era tão arrasador justamente desde 1982/83.

Aos 67 anos, Jesus supera seus próprios números no Campeonato Português. Antes, seu melhor começo havia sido alcançado em 2017, quando estava no Sporting e somou seis vitórias nas primeiras rodadas. Na carreira, ele só conseguiu desempenho melhor no Al-Hilal, da Arábia Saudita, onde venceu nove seguidas.

Ainda sim, tantos recordes em Portugal não têm o mesmo impacto para a Europa como antes. A exaltação que aconteceria na Inglaterra, na Espanha ou na Itália não acontece. Por isso vencer o Barcelona era tão importante. E foi categórico. Dominados, os catalães viram as águias pararem duas vezes na trave e só não foram goleados porque Ter Stegen estava inspirado.

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O futuro ainda é incerto para Jesus. Ser campeão no Benfica é a principal meta. Ir para uma superequipe da Europa, um sonho. Voltar ao Flamengo, chances mínimas. O treinador mantém contato com dirigentes cariocas, mas a relação não passa de gratidão e amizade. Um retorno, que já era difícil antes, agora tem chances mínimas de acontecer. Não é algo desejado pelo rubro-negro, não é um desejo do treinador e o Benfica dificilmente abriria mão de seu comandante.

Em campo, o Benfica de Jorge Jesus está longe de ser um espelho do Flamengo de 2019. A começar pelo esquema tático. O time português atua com três zagueiros e se protege com uma linha de cinco defensiva. O famoso “perde-pressiona” (os jogadores se movimentam para recuperar a bola imediatamente após perdê-la) ainda está lá. Mas a marcação tão avançada como era feita no rubro-negro já não é uma marca registrada tão forte. Mas ainda é usada.

Ontem, o gol de Darwin Nuñez logo aos 2 minutos fez parecer que o Benfica seria um time extremamente reativo no restante do jogo para tentar segurar o resultado. No primeiro tempo foi assim. Teve apenas 38% de posse e deu só mais duas finalizações.

Os catalães foram melhores no sentido de ditar o ritmo da etapa. Mas não o suficiente para furar a bem postada defesa encarnada.

Na volta do intervalo, Jesus mostrou que leu bem a partida. Deu mais liberdade aos alas e deixou Nuñes menos isolado na frente. O Benfica foi povoando o terço final do campo até que, aos 23, ampliou com Rafa Silva. Na jogada, que nasceu pela direita e continuou pelo lado esquerdo, a área do Barça chegou a contar com seis jogadores do adversário.

O Benfica não só se soltou como manteve a segurança atrás. Na etapa final, o Barcelona não conseguiu finalizar uma vez sequer. E, exposto, ainda sofreu mais um de Nuñez, de pênalti, aos 33. Seja pela atuação, seja pelo resultado, foi a vitória mais importante de Jesus neste seu retorno à equipe.

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