Jorge Perlingeiro testa positivo para Covid, mas já deixou hospital e segue tratamento em hotel onde mora

Geraldo Ribeiro
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Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo

Voz oficial da apuração do Carnaval carioca, o apresentador Jorge Perlingeiro, de 75 anos, começou a sentir os sintomas do que acreditava ser uma gripe, há cerca de 15 dias, depois da gravação de um especial para a TV. Como os sintomas não passavam suspeitou que podia ser algo mais grave e um teste acabou dando positivo para a Covid-19.

O resultado o levou ao hospital da Unimed da Barra da Tijuca, nesta quarta-feira, onde passou por uma rápida internação que durou menos de um dia. Acompanhado de um médico particular e se submetendo à sessões de fisioterapia, Perlingeiro se recupera num hotel no mesmo bairro da Zona Oeste do Rio, onde mora já há alguns anos.

Lá, ele deve permanecer de quarentena pelos próximos dias. Perlingeiro aproveita esse período de cuidados com a saúde para lançar um apelo para que população leve mais a sério os riscos de contaminação. Ele contou que mesmo tendo se precavido — fazia testes frequentes antes de cada live, por exemplo — não escapou.

—Ninguém leva a sério como deveria. A gente acha que não vai acontecer com a gente. Não fui a botequim beber, porque não bebo. Também não fiquei aglomerado, mas durante esses dez meses não deixei de trabalhar. Ia ao escritório, fiz quatro a cinco lives e o projeto “Como será o amanhã”, um trabalho lindíssimo. E, quando menos se espera pega (o vírus), como muitos amigos pegaram. Acho que essa segunda onda foi pior que a primeira. As pessoas achavam que já estava passando e não se prepararam para ela como devia. Espero que a vacina comece a ser aplicada logo e isso (a pandemia) passe para voltarmos à vida normal — desabafou o apresentador.

Perlingeiro se emocionou ao lembrar dos muitos amigos, a maioria do mundo do samba, que perdeu para a Covid-19.Entre eles, Farid Abrão David, que perdeu a batalha para o coronavírus no começo de dezembro. David era prefeito de Nilópolis, na Baixada Fluminense, berço da Beija-Flor, escola de samba do Grupo Especial que chegou a presidir por quase duas décadas.

Segundo Perlingeiro, no hospital, os médicos disseram que ele estava com 50% do pulmão comprometido. Mas, segundo ele, seu médico particular teria dito que as sessões de fisioterapia já estão dando resultado positivo. O apresentador contou que foi fumante por cerca de 40 anos, mas há mais de 25 não coloca um cigarro na boca. Ele disse também que não bebe e procura se cuidar, fazendo caminhadas diárias na praia e levando uma vida saudável.

— O único problema é que nessas horas a idade pesa — admite.

Jorge Perlingeiro, que deverá passar a virada de ano de quarentena, disse que vai sentir falta dos amigos. Indagado sobre os rumores que dão conta de que estaria cotado para assumir a presidência da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) não desmentiu nem confirmou. O apresentador disse que tem ligação com Liga há quase três décadas, mas alegou que não era o momento de pensar nisso e que a prioridade agora é cuidar da saúde.