Jornal argentino se irrita com provocações do Corinthians ao Boca

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Depois de eliminar o Boca Juniors, nos pênaltis, o Corinthians fez uma série de provocações aos argentinos nas redes sociais. Em uma delas, o clube fez uma adaptação da letra de uma música dos argentinos criada para provocar os brasileiros na Copa do Mundo de 2014, que diz que Maradona é maior que Pelé e relembra a eliminação na Copa de 90. Na sua versão, o Timão se referiu como 'pai' do clube Xeneize e irritou o diário 'Olé', um dos jornais mais populares no país vizinho.

"Boca, me diga como é ter seu pai em casa", diz a adaptação, que se refere aos recentes encontros entre Corinthians e Boca Juniors na Libertadores. Em 2012, o Timão se sagrou campeão em cima dos argentinos, mas foi eliminado pelo mesmo rival em 2013. Contudo, agora passou às quartas de final despachando os Xeneizes.

As provocações brincadeiras do Corinthians, no entanto, não ficaram apenas na adaptação da música. Pouco tempo depois, o clube divulgou uma montagem da carteirinha de fidelização à Gaviões da Fiel, uma das torcidas organizadas da equipe, com a foto e os dados de Benedetto. Ao longo da partida, o atacante desperdiçou uma penalidade no tempo normal e também errou a cobrança que poderia definir a classificação do Boca nos pênaltis.

Na sua conta no Twitter, o jornalista Maxi Espejo, que trabalha no 'Olé', repostou a provocação feita pelo Corinthians a Benedetto e afirmou que o time brasileiro não pode fazer esse tipo de coisa e que deve-se ser mantido o respeito entre as instituições.

"O Corinthians não pode fazer isso como instituição. Memes de usuários são uma coisa, mas o respeito deve ser mantido entre os clubes. Depois, há reações, que não se justificam, e do outro lado são solicitadas punições severas", disse Espejo.

Na capa da sua edição desta quarta-feira (6), o diário 'Olé' colocou em evidência a noite ruim de Benedetto diante de um 'Corinthians limitado'. Em Buenos Aires, Vítor Pereira não pôde contar com Fagner, Renato Augusto, Adson, Gustavo Silva e Maycon. Além deles, Willian chegou a viajar para a Argentina, mas não tinha condições de jogo e sequer saiu do banco de reservas.

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