Bolívia acusa Chile de agressão por deter militares e funcionários aduaneiros

La Paz, 20 mar (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou nesta segunda-feira o Chile de agredir seu país com a detenção de dois militares e de sete funcionários da alfândega na fronteira, em um operação que, segundo o governante, foi realizada por agentes chilenos em território boliviano.

O presidente boliviano escreveu no Twitter que dois integrantes das forças armadas e sete funcionários da alfândega da Bolívia foram "detidos por gendarmes chilenos quando combatiam o contrabando em território boliviano".

"Usando e defendendo o contrabando, agredindo o povo boliviano faltando poucas horas para a apresentação da réplica em Haia", acrescentou o líder em outra mensagem na rede social.

Morales se referiu ao fato que uma delegação da Bolívia apresentará amanhã na Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia, na Holanda, uma réplica para defender seus argumentos no julgamento que apresentou contra o Chile no tribunal das Nações Unidas.

Desde 2013, a Bolívia pede à CIJ uma decisão que obrigue o Chile a negociar definitivamente sua histórica reivindicação de uma restituição da saída ao Oceano Pacífico, perdida em uma guerra em 1879.

Segundo informações procedentes do Chile, os Carabineiros (Polícia Militar) detiveram os bolivianos no setor conhecido como Panavinto, em território chileno correspondente ao Salar de Coipasa.

As autoridades chilenas asseguram que um capitão e um sargento e os sete funcionários da alfândega boliviana faziam o controle de veículos de carga e foram detidos quando apreendiam um caminhão em território chileno.

Os detidos foram transferidos a um distrito policial em Colchane, no norte do Chile.

Segundo essa informação, foram cinco caminhões com militares bolivianos que entraram em território chileno fortemente armados e que estiveram a ponto de entrar em confronto com a polícia na fronteira.

Os dois países compartilham uma fronteira de 942 quilômetros de extensão. EFE