Jornalista acusa Prevent Senior de ocultar causa da morte de seu pai, vítima da Covid19

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Diretor da Prevent Sênior, Pedro Benedito Batista Júnior, em depoimento à CPI da Covid no Senado (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Diretor da Prevent Sênior, Pedro Benedito Batista Júnior, em depoimento à CPI da Covid no Senado (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
  • Operadora é investigada por fraudar atestados de óbito e omitir a covid como causa de mortes;

  • Declaração foi feita em um artigo publicado por Mainardi no site "O Antagonista", na sexta-feira;

  • Mainardi também afirma que a médica Nise Yamaguchi teria espalhado informações falsas sobre a morte de seu pai.

O jornalista Diogo Mainardi acusou a Prevent Senior de tentar ocultar a causa da morte de seu pai, Enio Mainardi, que faleceu vítima de covid19 no ano passado. A operadora de saúde, investigada na CPI da Pandemia, é suspeita de fraudar atestados de óbito e omitir a covid como causa de mortes.

A declaração foi feita em um artigo publicado por Mainardi no site "O Antagonista", na sexta-feira (24). O jornalista escreveu: Meu pai era cliente da Prevent Senior. Ele morreu de covid em agosto do ano passado, no hospital Sancta Maggiore. Quando anunciei sua morte, os bolsonaristas abarrotaram as redes sociais com mentiras, negando que ele houvesse morrido de covid.

No texto, Mainardi também afirma que a médica Nise Yamaguchi, que defende o tratamento precoce contra o coronavírus, teria espalhado informações falsas sobre a morte de seu pai em grupos de Whatsapp.

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Ele conta que, por se tratar de um tema pessoal, resistiu a comentar o ocorrido, mas resolver tornar público o caso após a CPI da Covid acusar a Prevent Senior de fraudes nos atestados de óbito de Anthony Wong e Regina Hang.

Em depoimento à CPI da Covid, o diretor executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, negou que tenha escondido número de mortes em decorrência da Covid-19 em um estudo realizado em hospitais da rede.

MP-SP aumenta força-tarefa para investigar operadora

O Ministério Público de São Paulo anunciou nesta segunda-feira a ampliação do número de promotores da força-tarefa que investigará as denúncias contra o plano de saúde Prevent Senior.

Ao todo, serão oito promotores no grupo criado na semana passada, quando tinha seis membros, mas recebeu um reforço da Procuradoria Geral do Estado.

A força-tarefa vai acompanhar o inquérito do Departamento de Homicídios em conjunto com o promotor natural do caso, Rodolfo Bruno Palazzi. A polícia apura se a prescrição de remédios sem eficácia contra a covid-19 em pacientes do plano de saúde que vieram a óbito configura crime de homicídio.

Na próximas semanas, os membros do MP também vão analisar os documentos que a CPI da Covid da Câmara dos Deputados enviará.

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