Jornalista chinesa será julgada por informar sobre coronavírus em Wuhan

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O coronavírus surgiu pela primeira vez no centro da China no final do ano passado e Pequim foi acusada de ocultar o surto inicial e silenciar os primeiros informantes

Uma jornalista detida na China por informar sobre Wuhan, lugar onde apareceu a covid-19, será julgada no fim deste mês, disse seu advogado nesta sexta-feira (18), enquanto crescem as preocupações com sua saúde.

O coronavírus surgiu pela primeira vez no centro da China no final do ano passado e Pequim foi acusada de ocultar o surto inicial e silenciar os primeiros informantes.

Zhang Zhan, uma ex-advogada, viajou para Wuhan em fevereiro e transmitiu suas experiências ao vivo nas redes sociais.

Também escreveu textos em que criticava a resposta do governo, incluindo o confinamento rigoroso de milhões de pessoas.

Zhang foi presa em maio e acusada de "incitar brigas e causar problemas", segundo um aviso judicial consultado pela AFP, um cargo geralmente utilizado para reprimir os dissidentes, com uma pena máxima de prisão de cinco anos.

Os advogados de Zhang, de 37 anos, receberam um aviso no início desta semana de que a audiência será realizada em um tribunal de Xangai em 28 de dezembro.

Zhang iniciou uma greve de fome em junho, disseram seus advogados, e foi alimentada à força através de um tubo nasal.

Seu advogado, Zhang Keke, escreveu em uma nota que circulou nas redes sociais que sua saúde estava extremamente ruim.

Zhang é a primeira a ser julgada dos quatro jornalistas detidos pelas autoridades no início deste ano depois de informar sobre Wuhan.

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