Jornalista da Globo que foi esfaqueado presta depoimento; polícia fala em latrocínio

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Gabriel Luiz, jornalista da Globo, está consciente e prestou depoimento à polícia (Foto: Reprodução/TV Globo)
Gabriel Luiz, jornalista da Globo, está consciente e prestou depoimento à polícia (Foto: Reprodução/TV Globo)

Resumo da notícia

  • Gabriel Luiz, jornalista da Globo, prestou depoimento à polícia na última segunda (25)

  • Polícia trata caso como "latrocínio tentado"

  • Gabriel implorou para que assaltantes parassem, mas os dois só foram embora quando vizinho disse que estava gravando o crime

O jornalista Gabriel Luiz, da TV Globo, prestou depoimento na última segunda-feira (25). Ele levou dez facadas e teve de ser internado. À Polícia, ele relatou o que ocorreu na noite do crime.

Em coletiva em imprensa, o delegado Petter Ranquetat, da 3ª DP, em Cruzeiro, no Distrito Federal, afirmou que as declarações Gabriel estão em consonância com as investigações. A suspeita é de tentativa de latrocínio, isto é, roubo seguido de agressões que poderiam levar à morte.

“O depoimento do Gabriel durou aproximadamente uma hora e corroborou toda a investigação feita pela polícia. Ele recorda que, de fato, esses dois elementos teriam se aproximado dele e que ambos, antes de qualquer agressão, teriam mencionado ‘acabou’ ou ‘perdeu’ e, logo depois, começaram as agressões com faca”, detalhou.

“O Gabriel narrou que, pela quantidade de facadas, eles tinham o intuito de matá-lo. Mas os fatos, a conjugação do com a subtração, é latrocínio tentado”, explicou.

Gabriel teria tentado reagir, mas o outro jovem – o que estava sem a faca – segurou o jornalista para que o outro continuasse com as facadas. Segundo Ranquetat, Gabriel teria dito: “Levem tudo, parem, por favor!”

O jornalista ouviu que um vizinho filmava a situação e, em seguida, os dois jovens teriam fugido com as coisas de Gabriel Luiz.

A polícia descarta a ideia de que tenha sido feito um atentado contra Gabriel. O jornalista negou que tenha notado movimentações estranhas no bar, onde estava com amigos antes do crime. Perto de casa, ele notou que estava sendo seguido e tentou ir mais rápido, mas foi alcançado antes de chegar ao prédio.

“O Gabriel narrou que, anteriormente, recebeu ameaças, mas que recentemente não recebeu nenhuma ameaça concreta contra a sua vida”, explicou o delegado. Os dois envolvidos foram detidos cerca de 24 horas depois do crime.

Os assaltantes afirmaram que entenderam que Gabriel era uma potencial vítima e, por isso, decidiram assalta-lo.

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