Jornalista russa que exibiu cartaz na TV contra guerra na Ucrânia é presa em Moscou

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Presidente russo Vladimir Putin (Foto: Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via REUTERS)
Presidente russo Vladimir Putin (Foto: Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via REUTERS)

A jornalista russa Marina Ovsiannikova, conhecida por interromper a transmissão ao vivo de uma emissora de televisão e exibir um cartaz criticando a invasão russa na Ucrânia, foi detida neste domingo em Moscou, informaram pessoas próximas a ela e seu advogado.

"Marina foi detida. Não há nenhuma informação sobre o local onde se encontra", diz uma mensagem publicada por seu entorno na conta da jornalista no Telegram.

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A mensagem foi acompanhada de três fotos nas quais pode-se ver Ovsiannikova, de 44 anos, sendo conduzida por dois policiais até uma van branca, após ter sido detida enquanto andava de bicicleta.

Seu advogado, Dmitri Zajvatov, confirmou a detenção à agência notícias Ria-Novosti e explicou que não sabe aonde sua cliente foi levada.

"Suspeito que isto esteja relacionado de uma forma ou de outra a seu ato de protesto", acrescentou.

Nenhuma declaração oficial foi feita sobre os motivos da detenção, mas esta ocorre dias depois de Ovsiannikova se manifestar sozinha em frente ao Kremlin com um cartaz, evocando a morte de crianças ucranianas durante a intervenção militar na Ucrânia e qualificando o presidente russo, Vladimir Putin, de "assassino".

Esta manifestação pode ser punida por uma lei contra a publicação de "informação falsa" e "injúrias" contra o Exército, acusações que podem resultar em penas de prisão.

Ovsiannikova ficou famosa quando, em meados de março, interrompeu o telejornal da noite da emissora de TV ligada ao Kremlin em que trabalhava, exibindo um cartaz no qual criticava a ofensiva na Ucrânia e a "propaganda" da mídia controlada pelo poder.

Detida logo depois, foi libertada após pagar uma multa.

Apesar de as imagens terem dado volta ao mundo, Ovsiannikova não recebeu o apoio unânime de toda a oposição russa por seu gesto, pois muitos a criticam pelos anos em que trabalhou na emissora Pervy Kanal.

Após vários meses trabalhando no exterior, como por exemplo para o veículo alemão Die Welt, a jornalista anunciou no começo de julho seu retorno à Rússia para resolver uma disputa sobre a custódia de seus dois filhos.

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