Jornalista russo é condenado a 22 anos de cadeia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O jornalista Ivan Safronov, ex-correspondente de assuntos militares nos jornais russos Vedomosti e Kommersant, foi condenado nesta segunda-feira (5) a 22 anos de prisão sob acusação de traição.

Em 2020, ele era o chefe de comunicação a agência espacial Roscosmos, e teria compartilhado o que o Kremlin chamou de segredos de Estado com membros dos serviço de inteligência da República Tcheca. Ele nega, e diz que apenas compartilhou informações disponíveis na internet, de fontes públicas, em uma conversa casual.

A Roscosmos endossou sua posição, mas ele foi preso.

Em corte, a Promotoria ofereceu reduzir a pena para 12 anos se ele confessasse o crime, o que Safronov rejeitou. É a mais dura condenação a jornalista no país em anos, e colegas do repórter afirmam que faz parte de uma campanha maior para amordaçar o dissenso —com a Guerra da Ucrânia, qualquer pessoa que discordar do conflito publicamente pode ser acusada de difamar as Forças Armadas e espalhar fake news, sendo punível com até 15 anos de cadeia.

Safronov, cujo caso não tem a ver com a invasão, vai recorrer.