Jornalista vai às lágrimas ao comentar sobre torcedor do Santos: “Eu fui um Bruninho um dia”

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Felippe Facincani não segurou o choro ao comentar episódio com jovem torcedor do Santos / Foto: Reprodução ESPN
Felippe Facincani não segurou o choro ao comentar episódio com jovem torcedor do Santos / Foto: Reprodução ESPN

O jovem torcedor do Santos, que foi hostilizado na Vila Belmiro ao receber uma camisa de presente do goleiro Jaílson, do Palmeiras, foi tema de debate em vários programas esportivos. O jornalista dos canais ESPN, Felippe Facincani, fez um desabafo sobre o caso e se emocionou ao vivo durante o programa “ESPN F90”, na tarde desta quarta-feira, 10.

“De verdade, uma pessoa que vai para cima e tenta agredir uma criança em um estádio de futebol porque ela pegou uma camisa, ela no mínimo, tem um “q” de psicopatia. Eu não respeito uma pessoa que faz isso. Eu não consigo enxergar um mínimo de racionalidade em um ser humano, um ser, né. Uma pessoa dessas não tem esse “q” humano, então ela não merece meu respeito, não merece que eu a trate como um ser humano”, explicou.

Na sequência, Facincani disse que se identificou com Bruninho e relembrou episódios da sua infância em que admirava jogadores de outros times. “De verdade, são as minhas palavras mais revoltosas mesmo, porque essas imagens me tocaram muito. Eu fui um Bruninho um dia. Todo mundo sabe que eu torço para o Palmeiras”, afirmou e continuou.

“Eu já fui um Bruninho, porque quando eu tinha quatro ou cinco anos, meu ídolo era o Neto, que jogava no Corinthians. Eu usei uma camisa do Corinthians por muito tempo quando eu era criança porque eu gostava de jogar futebol e eu imitava o Neto quando ele fazia gol e se ajoelhava. Meu pai nunca me coibiu por causa disso, nunca me bateu ou ninguém perto de mim nunca fez isso. Olha que meu pai não é corintiano, meu pai é palmeirense, mas o meu avô era corintiano, então para homenagear meu avô, eu gostava do Neto”, recordou.

“Então assim, eu fui um Bruninho na vida. Eu tive ídolos de outros times que eu respeitei, que eu amei, que eu tive camisas e nunca precisei ser coibido por isso. Se eu precisasse passar por tudo isso que eu passei na minha vida de novo, tendo meu time de coração, mas ao mesmo tempo, tendo ídolos de outras equipes, eu faria tudo de novo”, desabafou.

“Eu jamais pediria desculpas, é que o Bruninho foi nobre, foi humano, teve pai e educação de vir a público e tentar se desculpar por causa de meia dúzia de imbecis. Mas eu se fosse o Bruninho, jamais pediria desculpas por ser uma criança feliz, que tem dignidade, amor pelo futebol e respeito pelo esporte”, concluiu já bastante emocionado e não conseguindo segurar o choro.

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