Ministro da Educação volta a errar no português e é corrigido por jornalista

Redação Notícias
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Ministro foi corrigido por jornalista ao deslizar, novamente, no português. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Ministro foi corrigido por jornalista ao deslizar, novamente, no português. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Abraham Weintraub, ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, viu outra publicação sua ser alvo de correções no Twitter. Desta vez, quem fez os apontamentos das falhas gramaticais foi a jornalista Vera Magalhães.

A apresentadora do programa Roda Viva, da TV Cultura, corrigiu dois erros em uma postagem de Weintraub, na qual o chefe do MEC (Ministério da Educação) zomba de supostos benefícios e privilégios em ocupar um cargo ministerial.

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Na postagem, Weintraub aparece em uma selfie sentado em uma poltrona de avião comercial e fazendo um sinal de silêncio com o dedo nos lábios. Na legenda, o ministro pergunta: ‘Aonde está a pompa e a liturgia do cargo? Na poltrona 16A...’.

A correção feita pela jornalista aponta erros na escolha da locução adverbial e na concordância utilizada por Weintraub. “Aonde = locução adverbial que significa “para onde”. Neste caso, a pergunta seria “onde”. Pompa e liturgia são duas características. Isso obriga o verbo a flexionar. Frase seria, portanto: “Onde estão a pompa e a liturgia do cargo?”. A poltrona também está errada, como sabemos”, escreveu Vera Magalhães.

Na postagem da apresentadora, outro jornalista pegou carona e zombou de Weintraub: “Pergunta: plural paga excesso de bagagem?”, escreveu Octávio Guedes, colunista da GloboNews.

Essa não é a primeira vez que Weintraub tem o português corrigido em postagens feitas no Twitter. Em janeiro deste ano, o ministro “deslizou” ao agradecer um elogio de Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do presidente, e escreveu “imprecionante”, com C no lugar de dois S:

“Caro @BolsonaroSP, agradeço seu apoio. Mais imprecionante: Não havia a área de pesquisa em Segurança Pública. Agora, pesquisadores em mestrados, doutorados e pós doutorados poderão receber bolsas para pesquisar temas, como mencionado por ti, que gerem redução da criminalidade” (sic).

Após o erro vir à tona, o ministro apagou o post. Além da falha na grafia, há que se destacar que o ministro alega que em governos anteriores não havia área de pesquisa em Segurança Pública, fato que não procede.

Em agosto do ano passado, foi a vez de a pasta comandada por Weintraub errar ao escrever “paralização” com Z ao invés de S.