Jornalistas palestinos se manifestam na Cisjordânia pedindo proteção à ONU

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Jornalistas protestam em frente ao escritório da ONU na cidade palestina de Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel

Cinquenta jornalistas palestinos se manifestaram nesta segunda-feira (28) em Ramallah em nome da liberdade de imprensa na Cisjordânia ocupada, solicitando à ONU que os "proteja" após a violência desencadeada durante as manifestações contra a Autoridade Palestina.

A morte, na semana passada, do ativista pelos direitos humanos palestino Nizar Banat, que foi preso pela Autoridade Palestina, provocou indignação na Cisjordânia.

Os protestos nos últimos dias estiveram marcados por confrontos entre manifestantes e policiais, observaram repórteres da AFP.

Os jornalistas também afirmaram terem sido agredidos pela polícia, mobilizada em massa.

"Em virtude das violações à liberdade de trabalho dos jornalistas comprovadas nos últimos dias", foi enviada uma carta às Nações Unidas, solicitando que "tome as medidas adequadas e imediatas para protegê-los", disse Naila Jalil, repórter palestina que trabalha para o jornal Al-Arabi Al-Jdid.

Também em frente às instalações da ONU em Ramallah, Mohamed Gharafi, jornalista do site de notícias Ultra Palestina, disse à AFP que as forças de segurança ameaçaram confiscar seu celular se ele não parasse de gravar as manifestações contra a Autoridade Palestina.

Suas imagens mostram particularmente mulheres jornalistas atacadas por homens civis, apesar de serem suspeitos de pertencerem à Polícia.

No domingo, o sindicato de jornalistas palestinos solicitou a destituição do chefe da Polícia por não ter recebido proteção por parte dos agentes "contra as agressões de indivíduos vestidos de civil".

A AFP não conseguiu entrar em contato com a Polícia até o momento.

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