José de Abreu provoca Regina Duarte após derrota de Jair Bolsonaro

Regina Duarte e José de Abreu (Foto: Agência Brasil e Reprodução/Globo)
Regina Duarte e José de Abreu (Foto: Agência Brasil e Reprodução/Globo)

José de Abreu comemorou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições com dezenas de posts nas redes sociais. Um deles foi dedicado à atriz Regina Duarte, apoiadora de Jair Bolsonaro (PL). A publicação repercutiu e deixou a treta entre os dois ainda mais acirrada.

Na postagem, o veterano recuperou uma cena da bolsonarista na novela "Por Amor" (1997). Nas imagens, Regina Duarte aparece na pele da personagem Helena, aos prantos, jogada no chão. Seguidores do artista se divertiram e elogiaram a criatividade dele.

Provocações de longa data

Em 2021, Zé de Abreu defendeu a Globo publicamente após Regina Duarte não aparecer no especial que a emissora preparou para celebrar os 70 anos das telenovelas no Brasil. O ator escreveu que seria errado o canal "dar espaço" para a atriz após suas declarações polêmicas.

"Dar visibilidade a quem naturalizou tortura e morte na ditadura pode até ser crime. Fora que pega muito mal para anunciantes. Pensem nisso ao acusar a Globo de ter 'esquecido' Regina Fascista. Eles têm um ótimo grupo de advogados", defendeu o artista.

Na época, Regina Duarte comentou o especial: “O maior sentimento que me invade nas comemorações dos setenta anos de telenovela é gratidão. A vida me deu oportunidades fantásticas de me jogar num trabalho que não beneficiou só a mim. A maioria dos brasileiros receberam comigo um presente carregadinho de amor, de alegrias, de identificação com as mais genuínas emoções humanas”.

Regina Duarte e o governo Bolsonaro

A atriz colocou de lado a carreira e o contrato de 50 anos com a TV Globo em fevereiro de 2020, após aceitar o convite do presidente Jair Bolsonaro (PL) para assumir a secretaria especial de cultura, que pertence ao Ministério do Turismo.

Após três meses sem ações substanciais e falas polêmicas à frente da pasta, como a que minimizou as torturas e mortes praticadas pelos militares durante a ditadura no Brasil, ela foi exonerada pelo líder do executivo, que a prometeu um cargo na Cinemateca. A promessa nunca foi cumprida.